- Os filhos de Imran Khan, Kasim e Sulaiman, dizem temer pela saúde do pai na prisão no Paquistão e buscam autorização para visitá-lo.
- Eles informam que Khan teve perda de visão no olho direito durante a detenção; um conselho médico afirmou que o inchaço diminuiu e a visão melhorou.
- Em Londres, onde estão, disseram ter falado com o pai pela primeira vez desde setembro e que ele se mostrou frustrado por não ter recebido tratamento para o olho nos últimos meses.
- As autoridades paquistanesas negam negligência ou maus‑tratos e a Suprema Corte pediu detalhes sobre o tratamento.
- Khan está preso desde agosto de 2023, após condenações consideradas politicamente motivadas; seus casos seguem em recursos.
Kasim e Sulaiman Khan, filhos de Imran Khan, estão em Londres e afirmam temer pela saúde do pai em prisão no Paquistão, enquanto buscam autorização para visitá-lo. Eles disseram que já se passaram mais de dois anos desde o último encontro com o ex-primeiro-ministro e que apresentaram pedidos de visto na semana passada.
Segundo os filhos, Khan, de 73 anos, perdeu parte da visão do olho direito durante o cumprimento de detenção. Um comitê médico informou na segunda-feira que o inchaço reduziu após tratamento e que a visão apresentou melhora. A família aguarda confirmação oficial.
Os avanços médicos foram relatados enquanto a defesa de Khan levou o caso ao Supremo Paquistanês, que solicitou detalhes sobre o tratamento. Autoridades afirmam que procedimentos médicos estão em curso, negando negligência ou maus-tratos.
Khan permanece na prisão desde agosto de 2023, após condenações associadas ao seu partido PTI. Desde sua saída de governo em 2022, ele enfrenta múltiplos processos, incluindo casos envolvendo presentes do Estado e um suposto casamento ilícito. Algumas condenações foram suspensas ou anuladas, e apelações seguem.
Os irmãos, criados na Grã-Bretanha após o divórcio de Khan com a socialite britânica Jemima Goldsmith, não viram o pai desde novembro de 2022, quando ele sobreviveu a uma tentativa de atentado. Eles relatam ter solicitado vistos no mês passado e ainda aguardam resposta.
A dupla afirmou que, além da saúde, há questões como a liberdade de Khan, o respeito aos direitos humanos e a necessidade de um julgamento justo. O Paquistão não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.
Além disso, os veículos de comunicação paquistaneses têm enfrentado restrições para veicular o nome de Khan, sua imagem ou discursos, com apenas uma fotografia judicial disponível publicamente desde o início da prisão. fontes oficiais não comentaram o caso.
Khan liderou o PTI e manteve apoio expressivo em várias províncias. Nas últimas semanas, simpatizantes bloqueiam estradas-chave entre as regiões de Khyber Pakhtunkhwa e Punjab, impactando o trânsito, combustível e alimentação em algumas áreas.
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