- Países árabes, incluindo a Autoridade Palestina, o Egito e o Catar, denunciaram o anúncio de Israel sobre o registro de terras na Cisjordânia, considerando-o uma anexação de fato.
- A ministra árabe das Relações Exteriores da Autoridade Palestina afirmou que a medida é legalmente inválida e representa anexação.
- O Egito afirmou que a iniciativa viola acordos internacionais e aumenta o controle israelense na região; o Catar apontou que equivale à privação de direitos do povo palestino.
- Ontem, Israel aprovou medidas que facilitam a compra de terras por colonos e revogou lei antiga que proibia judeus de adquirir terras na Cisjordânia; as normas também permitem que autoridades israeli administrem locais religiosos na área.
- A ofensiva política envolve o gabinete de segurança de Israel, com o ministro das Finanças dizendo que a medida reforça o domínio sobre o território e visa proteger cidadãos e interesses nacionais; hoje existem mais de quinhentos mil colonos na Cisjordânia, ao lado de cerca de três milhões de palestinos.
O anúncio de Israel sobre um processo de registro de terras na Cisjordânia mobilizou críticas de países árabe e da Autoridade Palestina. O bloco argumenta que a medida funciona como uma anexação de fato e viola acordos internacionais.
A Autoridade Palestina, o Egito e o Catar divulgaram reações públicas neste domingo 15. Aghabekian Shahin qualificou a decisão como ilegal e equivalente a anexação. O Egito disse que a iniciativa viola acordos internacionais e agrava o controle israelense. O Catar afirmou que agrava a privação de direitos do povo palestino.
Segundo líderes palestinos, a nova normativa amplia a propriedade de terras por colonos em áreas sob controle israelense. Além disso, autoriza a administração de locais religiosos por autoridades de Israel, nuance com potencial impacto sobre o status de Jerusalém.
Reações internacionais
O anúncio coincide com uma ofensiva política do governo israelense para reforçar domínio na região. O gabinete de segurança descreveu a medida como resposta a processos considerados ilegais pela Autoridade Palestina, buscando clarificar a titularidade fundiária.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que o registro acelera o desenvolvimento de colônias e consolidaria a lei israelense na Cisjordânia. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que a ação garante controle, aplicação de leis e liberdade de ação em zonas relevantes.
Medidas em curso
Desde a aprovação de medidas anteriores, o governo israelense autorizou a aquisição de terras por colonos e revogou uma proibição antiga de compra direta por judeus na região. Analistas destacam que as novas regras buscam estabelecer propriedade estatal sobre áreas extensas na Cisjordânia.
A produção de ações de registro é apresentada pelo governo como necessária para organizar procedimentos e resolver litígios. Governo israelense sustenta que a mudança protege cidadãos e interesses nacionais, em meio a tensões com a população palestina.
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