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Arquivos de Epstein podem ser crimes contra a humanidade, dizem especialistas ONU

Especialistas da ONU dizem que arquivos de Epstein apontam para uma “empresa criminal global” que pode configurar crimes contra a humanidade

Ghislaine Maxwell and Jeffrey Epstein are seen in this image released by the Department of Justice in Washington, D.C., U.S., on December 19, 2025 as part of a new trove of documents from its investigations into the late financier and convicted sex offender Jeffrey Epstein.
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  • Especialistas independentes da ONU afirmam que arquivos sobre Jeffrey Epstein indicam uma “entidade criminosa global” que pode ter praticado crimes contra a humanidade.
  • Os crimes descritos nos documentos estariam ligados a racismo, corrupção, misoginia extremaa e crenças supremacistas.
  • As acusações apontam para a mercantilização e desumanização de mulheres e meninas, potencialmente atingindo o patamar de crimes contra a humanidade.
  • Os especialistas solicitam investigação independente, apuração de como crimes ocorreram por tanto tempo e apuração de falhas na divulgação.
  • Mais de 1.200 vítimas foram identificadas até o momento; os documentos mostram ligações de Epstein com figuras proeminentes em política, finanças, academia e negócios; a morte dele, em 2019, foi considerada suicídio.

Milhões de arquivos relacionados ao falecido condenado por crimes sexuais, Jeffrey Epstein, apontam para a existência de uma suposta “empresa criminosa global” que poderia enquadrar crimes contra a humanidade. A conclusão foi apresentada por um painel de especialistas independentes designados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Os peritos afirmam que os crimes descritos nos documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA ocorreram em meio a crenças supremacistas, racismo, corrupção e misoginia extrema, com a mulher e a menina sendo objetos de desumanização e exploração. O conjunto de evidências sugere uma escala e alcance transnacionais.

Apoiada por leis aprovadas pelo Congresso, a divulgação completa dos arquivos Epstein está em curso, visando tornar públicos todos os registros relacionados. A liberação veio após pressão política e acordos legislativos de apoio amplo.

Pedido por investigação independente

Os especialistas da ONU defendem que as alegações exigem uma apuração independente, minuciosa e imparcial, com investigações sobre como crimes tão graves puderam ocorrer por tanto tempo e em que ambientes.

Eles destacam falhas de conformidade e redactions inadequados que expuseram informações sensíveis de vítimas. Mais de 1.200 sobreviventes foram identificados nos materiais já tornados públicos.

A equipe ressaltou que a demora em divulgar informações ou ampliar as investigações pode retraumatizar as vítimas e gerar uma sensação de desinformação institucional. As conclusões reforçam a necessidade de fiscalização rigorosa.

Conexões e desdobramentos

Os arquivos revelam ligações de Epstein a figuras de política, finanças, academia e negócios, tanto antes quanto depois de seu acordo de 2008 por prostituição, incluindo a solicitação de uma menor. Epstein foi encontrado morto na prisão em 2019, em circunstâncias declaradas como suicídio, após novas acusações federais de tráfico de menores.

O Departamento de Justiça não respondeu de imediato a pedidos de entrevista ou comentário sobre as novas revelações. A secretaria segue o cronograma de divulgação determinado pela lei aprovada no fim de 2024.

Caminhos para investigações futuras

Especialistas da ONU solicitam procedimentos adicionais para esclarecer os crimes com maior clareza, além de confirmar a amplitude das redes envolvidas. A mensagem é de que a investigação deve continuar de forma independente e imparcial, com transparência na publicação de dados.

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