- O caso Epstein abala a percepção sobre instituições na Noruega, envolvendo a monarquia e várias figuras públicas, o que pode erodir a confiança no país.
- A princesa herdeira consorte, Mette-Marit, teria mantido contato com Epstein entre 2011 e 2014, com encontros planejados e mensagens próximas; ela pediu desculpas recentemente.
- O filho de Mette-Marit, Marius Borg Høiby, passou a prisão preventiva em 2 de fevereiro, acusado de 38 crimes, incluindo quatro de violação.
- Thorbjørn Jagland, ex-primeiro ministro e ex-presidente do Conselho da Europa, foi indiciado por corrupção agravada; documentos mostram planos de visitas a Epstein e permanência em Palm Beach, Paris e Nova York.
- Mona Juul e Terje Rod-Larsen, diplomatas renomados, também são alvo de acusações de corrupção; o Parlamento criou uma comissão independente para investigar vínculos com Epstein.
O caso Epstein abala a confiança nas instituições na Noruega, marcado por revelações que atingem a realeza, políticos e diplomatas. As informações emergem em meio a uma série de documentos e e-mails que ligam figuras influentes ao financista americano.
Entre os destaques, está a princesa herdeira consorte Mette-Marit, que teria tido encontros com Epstein entre 2011 e 2014. A Casa Real informou que o contato terminou em 2013, mas novos e-mails indicam planejamento de encontros. A princesa já pediu desculpas por sua relação com Epstein.
Conexões com Epstein também envolvem o ex-primeiro-ministro Thorbjørn Jagland, alvo de investigação por corrupção. A imprensa aponta reuniões e viagens em parceria com Epstein, além de contatos com figuras da elite europeia.
Rebatimentos na elite política e diplomática
Diplomatas de peso aparecem na lista de vínculos: Mona Juul, ex-embaixadora na Jordânia e Iraque, e Terje Rod-Larsen, ex-ministro e enviado da ONU, enfrentam acusações de corrupção agravada. Ocorreram mensagens de agradecimento a Epstein e indicações de uso de aviões privados.
Juul deixou o cargo recentemente; Rod-Larsen também é alvo de investigação. As mensagens revelam que Epstein facilitou contatos com autoridades e investidores, incluindo viagens a Paris e Nova York.
Outros nomes aparecem nos registros: Borge Brende, ministro de Exteriores entre 2013 e 2017, cuja relação com Epstein é alvo de diligência do Fórum Econômico Mundial. Contatos anteriores teriam incluído encontros em Davos e negociações com figuras influentes.
Medidas institucionais e próximos passos
O Parlamento aprovou criar uma comissão independente para mapear vínculos entre Epstein e políticos e diplomatas. A definição de mandato, direção e período a investigar ainda não está fechada. O tema tem mobilizado a opinião pública, que questiona a atuação estatal.
O Partido do Progresso pediu que ministros de Exteriores dos últimos 20 anos sejam chamados para depor, incluindo o atual premiê, Jonas Gahr Støre. Analistas destacam o desgaste reputacional para a princesa, a Casa Real e o Ministério das Relações Exteriores.
Contexto público e repercussão
Pesquisa recente aponta que cerca de 80% dos adultos na Noruega consideram que as revelações abalaram a confiança no sistema político. O impacto se estende à percepção internacional do país, conhecido pela transparência e nível de corrupção baixo.
Fontes oficiais prometem esclarecer os contatos com Epstein por meio da comissão e de investigações independentes. A continuidade do escrutínio público tende a manter o tema em pauta nas próximas semanas.
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