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Congo oferece depósito de tântalo sob M23 aos EUA em acordo mineral, documento

Rubaya, depósito de tantálum sob controle AFC/M23, é apresentado a Washington como ativo estratégico para fornecimento rastreável

Excavators and drillers at work in an open pit at Tenke Fungurume, a copper and cobalt mine northwest of Lubumbashi in Congo's copper-producing south
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  • Congo incluiu a mina de rubaya, um dos maiores depósitos de tantalo do mundo, na lista de ativos estratégicos a oferecer aos EUA dentro de um acordo de cooperação em minerais.
  • A Rubaya fica em kivu norte e está sob controle de rebeldes AFC/M23, com produção de coltan responsável por cerca de 15% da oferta global; o mineiro busca ser fornecimento rastreável e sem conflito.
  • O governo congolês estima que a mina precisa entre 50 milhões e 150 milhões de dólares para reiniciar e ampliar a produção.
  • A inclusão foi apresentada em Washington, durante reunião de 5 de fevereiro, como parte da parceria estratégica de minerais entre Congo e EUA, com acesso preferencial a projetos para empresas privadas americanas.
  • Além de Rubaya, a lista de ativos prioritários inclui Manono (lítio), Chemaf (cobre‑cobalto), STL (germânio‑galônio) e outros projetos de cobre, cobalto e hidrelétricas, visando ampliar investimentos estadunidenses.

A Democratic Republic of Congo incluiu a mina de rubi Cabeça de Rubaya, um dos maiores depósitos de tantálio do mundo, na lista de ativos estratégicos oferecidos aos EUA, segundo documento governamental visto pela Reuters. A medida integra um quadro de cooperação em minerais.

A inclusão foi confirmada por um alto funcionario congolês e por um diplomata americano, que falaram sob anonimato por sensibilidade do tema. A reunião entre Congo e EUA ocorreu em Washington em 5 de fevereiro, para avançar a parceria estratégica de minerais.

A Rubaya fica no território de North Kivu e é operada por controle de AFC/M23, grupo apoiado por Ruanda. O governo congolês vê a oferta como forma de atrair investimentos norte-americanos para regiões afetadas por conflito.

Rubaya na lista de ativos

O governo sustenta que a mina pode oferecer fornecimento de tantálio “totalmente rastreável e sem conflitos”, em conformidade com regras de procurement dos EUA. Estima-se que a Rubaya precise de entre 50 milhões e 150 milhões de dólares para retomar a produção.

A coloração do coltan de Rubaya é de 20% a 40% de tantálio, com produção de milhares de toneladas, dominada por trabalhadores locais em condições precárias. Representa cerca de 15% da produção mundial de coltan.

A presença do grupo AFC/M23 complica o acordo, visto que as milícias estão sob sanções internacionais. Encontros recentes não encerraram o conflito nem o abandono de posições estratégicas na região.

Outros ativos e objetivos

Além de Rubaya, a lista prioriza ativos como o depósito de lítio Manono, em Tanganyika, e o complexo de cobre-cobalto de Chemaf, no Haut‑Katanga, além de projetos de chumbo e tungstênio na região.

Os EUA buscam ampliar o acesso a recursos naturais para conter a influência chinesa na África e vor de criar um estoque estratégico de metais críticos. O governo americano sinaliza interesse em projetos elegíveis para parcerias privadas.

A Secretaria de Estado dos EUA informou que Congo apresentou formalmente a lista de ativos estratégicos na reunião de 5 de fevereiro, mas não divulgou os itens. Empresas privadas poderão solicitar a lista SAR e manifestar interesse.

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