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EUA autorizam petrolífera francesa a operar na Venezuela

EUA autorizam Maurel&Prom a operar na Venezuela sob licença ampliada, permitindo transações do setor petrolífero com impostos destinados a contas no Catar

A sede da PDVSA, em Caracas. Foto: Miguel Zambrano/AFP
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  • Os Estados Unidos autorizaram a empresa francesa Maurel & Prom a operar na Venezuela, integrada à lista de grandes multinacionais permitidas no setor.
  • A nova licença permite transações relacionadas às operações de petróleo e gás na Venezuela, para cinco petroleiras já autorizadas (BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell) mais a Maurel & Prom.
  • Os pagamentos de impostos ou royalties sobre petróleo e gás devem ser destinados a contas designadas pelo Tesouro dos EUA, atualmente no Catar.
  • No início do mês, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitou a Venezuela, sendo o funcionário americano de mais alto escalão a visitá-la desde a ordem de captura de Nicolás Maduro.
  • Wright reuniu-se com a presidente interina Delcy Rodríguez, que recebeu elogios do governo americano pela cooperação, incluindo reformas legais para o setor petrolífero venezuelano.

A administração dos Estados Unidos autorizou a Maurel & Prom, petrolífera francesa, a operar na Venezuela. A licença publicada nesta quarta-feira permite realizar transações relacionadas ao setor de petróleo e gás no país. A medida amplia o atual regime de exceção que já beneficiava outras gigantes do setor.

A decisão envolve cinco grandes petroleiras que já tinham autorização para atuar na Venezuela. Além da empresa francesa, integram a lista BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell. A licença ampliada impõe condições específicas para essas operações.

O texto da autorização determina que pagamentos de impostos ou royalties sobre petróleo e gás sejam destinados a contas designadas pelo Tesouro dos EUA, com controle de fluxos. As contas apontadas, no momento, ficam no Catar.

A visita que antecedeu a decisão ocorreu no início deste mês. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, reuniu-se com autoridades venezuelanas, em especial a presidente interina Delcy Rodríguez. O encontro foi parte de uma série de diálogos sobre o setor petrolífero.

Segundo informações oficiais, a visita de Wright marcou a mais alta presença de um elegante funcionário americano na Venezuela desde operações ligadas a sanções, em uma leitura de retomada de cooperação sob novos termos. A reunião com Rodríguez foi bem recebida pelo governo dos EUA.

A motivação formal para a licença é facilitar operações de empresas estrangeiras no setor de hidrocarbonetos venezuelano, sob condições de conformidade com normas americanas. A medida não implica reconhecimento político, mas sim ajustes regulatórios para transações específicas.

Olhares analíticos destacam que a autorização busca manter fluxos de receita em meio a tensões diplomáticas entre Washington e Caracas, ao mesmo tempo em que preserva controles financeiros determinados pelo Tesouro dos EUA. A situação segue sujeita a alterações legais ou diplomáticas futuras.

A Maurel & Prom passa a operar na Venezuela dentro do arcabouço permitido, desde que cumpra as exigências estabelecidas pela nova licença. O anúncio reforça o papel de empresas estrangeiras no setor, sob supervisão de autoridades americanas.

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