- O Irã fechou parcialmente o Estreito de Ormuz por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto realiza exercícios militares, logo no início de negociações indiretas com os EUA em Genebra.
- As negociações são mediadas por Omã e envolvem representantes norte-americanos, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, ao lado do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar envolvido indiretamente nas tratativas e que acredita que Teerã quer chegar a um acordo.
- O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que Washington não pode forçar a saída do governo iraniano.
- O Irã já havia suspendido atividades de enriquecimento de urânio em resposta a pressões externas, em meio a sanções e agravamentos das tensões regionais.
O Irã fechou parcialmente o Estreito de Ormuz por algumas horas, alegando razões de segurança, enquanto negociações indiretas com os EUA sobre o programa nuclear começaram em Genebra. A Guarda Revolucionária realizou exercícios na principal rota de exportação de petróleo, em meio a tensões regionais e a uma escalada militar norte-americana no Oriente Médio.
As negociações em Genebra são mediadas por Omã e contam com a participação do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, além de enviados dos EUA, como Steve Witkoff e Jared Kushner, segundo fontes. O objetivo é tratar de uma disputa nuclear em curso, com o mergulho bilateral ocorrendo de forma indireta.
A etapa de fechamento temporário ocorreu apenas algumas horas após o início das conversas. Ações iranianas no estreito já haviam sido anunciadas no passado, com o Irã sugerindo que poderia limitar o trânsito caso fosse alvo de ataque. Em paralelo, Washington reforçou sua presença militar na região nos últimos meses.
No cenário internacional, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, reforçou, por meio da imprensa, que Washington não pode obrigar a queda do governo. Em resposta, autoridades iranianas destacaram que as negociações dependem do fim de sanções e de condições consideradas aceitáveis por Teerã.
As conversas em Genebra ocorrem em meio a uma histórica desconfiança entre as partes, com o Irã afirmando que seu programa nuclear é pacífico e Washington e seus aliados temendo o avanço de capacidades nucleares. Desde ataques na região, há previsões de que a presença militar dos EUA possa se intensificar caso as negociações avancem de forma insatisfatória para Washington.
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