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Mais de 80 Estados-membros da ONU condenam ações de Israel na Cisjordânia

85 estados-membros da ONU condenam medidas de Israel para expandir sua presença na Cisjordânia, alertando sobre possível anexação e violação do direito internacional

Militares de Israel avançam sobre terras palestinas na Cisjordânia. Foto: JOHN WESSELS / AFP
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  • 85 Estados-membros da ONU condenaram, em declaração conjunta de 17, a adoção por Israel de novas medidas para expandir sua presença na Cisjordânia ocupada, com temores de anexação.
  • O governo israelense aprovou, na semana anterior, plano para facilitar o controle de terras administradas pela Autoridade Palestina sob os Acordos de Oslo.
  • No domingo, foi aprovado processo semelhante para registrar terras na Cisjordânia como propriedade do Estado.
  • Os países afirmaram que as medidas alterariam a composição demográfica, a natureza e o estatuto do território ocupado, violando o direito internacional e comprometendo a paz, reiterando oposição à anexação.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou as intenções como ilegais e pediu reversão imediata; a ONU, a União Europeia e países árabes já haviam condenado as medidas.

Oito cinco Estados-membros das Nações Unidas condenaram, em uma declaração conjunta, as medidas recentes tomadas por Israel para ampliar sua presença na Cisjordânia ocupada. A ação ocorre em meio a receios de uma possível anexação de território palestino.

A nota conjunta representa a posição de governos que integram a ONU, a maioria de fora da região, incluindo membros da União Europeia, Liga Árabe, França, China, Arábia Saudita e Rússia. Eles afirmam que as ações israelenses são ilegais e devem ser revertidas.

Segundo o texto, os países entendem que as medidas modificariam a demografia, a natureza e o estatuto da área ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, o que prejudicaria o objetivo de paz na região. A declaração reforça a oposição à anexação de qualquer parte da Cisjordânia.

No caso específico, o governo de Israel aprovou, na semana anterior, um plano para facilitar o controle de terras administradas pela Autoridade Palestina sob os Acordos de Oslo, vigentes desde a década de 1990. A medida é vista como passo para ampliar a presença israelense.

Neste domingo, houve aprovação de uma outra iniciativa para registrar áreas da Cisjordânia como propriedade do Estado, prática que também é criticada pela comunidade internacional. A ONU já havia condenado medidas semelhantes na segunda-feira, antes desta declaração conjunta.

Reação internacional

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou as intenções israelenses como ilegais e pediu que sejam revertidas de imediato. Autoridades de vários países árabes e da União Europeia reforçaram a posição de que novas mudanças administrativas devem cessar.

A declaração conjunta ressalta ainda que as ações levantam obstáculos à paz e comprometem a viabilidade de um acordo duradouro para o fim do conflito. O texto não envolve participação de Israel nem de partes interessadas, apenas a denúncia formal dos signatários.

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