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Mais de 80 países condenam ofensiva de Israel para anexar a Cisjordânia

85 países condenam a ofensiva de Israel para anexar a Cisjordânia; defesa de dois Estados como caminho, sem sanções a Netanyahu

Una mujer camina junto a una barrera de tierra colocada recientemente por el ejército israelí en la entrada principal de Luban e-Sharkiya, entre Nablus y Ramala, en la Cisjordania ocupada, el pasado lunes.
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  • 85 países membros da ONU condenaram as medidas unilaterais de Israel para ampliar sua presença na Cisjordânia,pedindo a reversão imediata e rejeitando qualquer forma de anexação.
  • a declaração, que inclui a União Europeia e a Liga Árabe, defende a criação de um Estado palestino como único caminho para a paz, sem propor sanções a israel.
  • o governo de israel incorporou ações como o registro de terras na Cisjordânia e a transferência de gestão da área do exército para o governo, com orçamento inicial de mais de 60 milhões de euros, mirando registrar pelo menos 15% da zona C em cinco anos.
  • o movimento ocorre em meio a críticas sobre expansão de assentamentos, restrições de movimento e aumento de controles, vistos por especialistas como anexação de fato; o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para despossessão dos palestinos e expansão do controle.
  • entre os signatários estão Paquistão, Turquia, Arábia Saudita, Reino Unido e Austrália; os Estados Unidos não participaram da carta, mesmo após se posicionarem contrários à anexação no passado.

Um grupo de 85 países membros da ONU divulgou um comunicado conjunto condenando a campanha recente de Israel para expandir sua presença na Cisjordânia. A nota exige a reversão imediata das medidas e rejeita qualquer forma de anexação do território palestino ocupado.

A declaração, assinada pela União Europeia e pela Liga Árabe, defende a criação de um Estado palestino como única via para a paz. O texto não propõe sanções contra Israel nem suspende relações comerciais, enfatizando respeito ao direito internacional.

contexto internacional

Entre os signatários estão Espanha, França e Alemanha, além de China e Rússia. O comunicado afirma que Israel viola obrigações estabelecidas pela comunidade internacional, incluindo Jerusalém Oriental e a composição demográfica da região.

ações israelenses

As ações referidas incluem a expansão de assentamentos, restrições de circulação de palestinos e atribuição de competências, que grupos de direitos humanos veem como uma anexação gradual da Cisjordânia.

cronologia recente

O governo israelense aprovou, no último fim de semana, medidas para registrar terras na Cisjordânia, o que muitos analisam como passo para anexação. O projeto prevê registrar ao menos 15% da área C em cinco anos.

área emocional do território

A área C representa cerca de 60% da Cisjordânia e concentra a maioria dos colonos israelenses. Autoridades israelenses planejam transferir a gestão de terras do exército para o governo.

resposta internacional

António Guterres, secretário-geral da ONU, alertou sobre riscos de despossessão palestina e sobre expansão do controle israelense. O órgão reiterou a necessidade de respeitar resoluções e a opinião consultiva de 2024.

situação local

Na Cisjordânia, áreas A, B e C são administradas de formas diferentes, com envolvimento da Autoridade Nacional Palestina e de Israel. Medidas recentes têm impacto direto na vida cotidiana de palestinos na região.

observação política

O público europeu e de alguns países aliados monitora próximos passos antes das eleições israelenses previstas para outubro. O pleito ocorre em meio a tensões acentuadas pela continuidade de políticas de ocupação.

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