- Mark Zuckerberg será questionado pela primeira vez em tribunal nos Estados Unidos, em Los Angeles, sobre os efeitos do Instagram na saúde mental de jovens.
- O julgamento, considerado histórico, pode levar a indenização à empresa se o caso for perdido, e pode enfraquecer a defesa jurídica das gigantes de tecnologia.
- A ação foi movida por uma mulher da Califórnia que afirma que as plataformas estimularam uso contínuo por menores, contribuindo para depressão e pensamentos suicidas.
- A defesa nega as acusações; a Meta afirma ter ferramentas de proteção aos usuários e cita estudo das National Academies of Sciences que não comprovou relação direta entre redes sociais e saúde mental de crianças.
- O caso é visto como teste para milhares de ações semelhantes nos Estados Unidos contra Alphabet, Snap e TikTok, em meio a medidas restritivas em outros países.
O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, será questionado pela primeira vez em um tribunal dos Estados Unidos nesta quarta-feira (18) sobre os efeitos do Instagram na saúde mental de jovens. O depoimento ocorre durante um julgamento histórico sobre o potencial vício de adolescentes em redes sociais. A ação é movida por uma cidadã da Califórnia que acusa as plataformas de buscarem lucro ao incentivar uso contínuo por menores, mesmo cientes dos riscos para a saúde mental.
A ação sustenta que os aplicativos contribuíram para depressão e pensamentos suicidas entre jovens. A autora busca responsabilização das empresas e indenização. As defensorias alegam que as plataformas já implementaram ferramentas de proteção aos usuários, enquanto a Meta cita estudos que, segundo a empresa, não comprovam alterações na saúde mental de crianças devido às redes.
Este caso funciona como um teste para milhares de ações semelhantes nos EUA contra gigantes como Alphabet, Snap e TikTok. Famílias, distritos escolares e estados apresentaram acusações semelhantes, apontando uma crise de saúde mental entre menores ligada ao uso de tecnologia.
Contexto e desdobramentos
Zuckerberg deverá revelar, sob juramento, informações sobre estudos internos e discussões na Meta sobre o impacto do uso da plataforma por adolescentes. A audiência ocorre em Los Angeles, em um contexto de pressão regulatória sobre as grandes tech companies.
Na semana anterior, o CEO de outra plataforma da empresa, Adam Mosseri, afirmou não ter conhecimento de um estudo interno que indicava falhas na relação entre supervisão parental e controle de uso pelos jovens. O documento apresentado ao júri sugere que adolescentes em situações difíceis recorrem à plataforma com frequência.
Advogados da Meta argumentaram que os registros médicos da autora indicam origem de problemas de saúde em uma infância conturbada, e que as redes sociais proporcionaram espaço de expressão criativa para ela. O plenário analisa evidências para definir se as companhias devem responder pelas lesões alegadas.
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