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Poucas pessoas restam no campo sírio que abrigava famílias do EI, diz ex-diretor

Faltam menos de mil famílias no acampamento de al-Hol, após ofensiva governamental; a maioria fugiu e residentes serão transferidos para Aleppo

Children, part of a group of detainees, look through a fence at al-Hol camp after the Syrian government took control of it following the withdrawal of Syrian Democratic Forces (SDF), in Hasaka, Syria, January 21, 2026.
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  • Faltam menos de 1.000 famílias no campo Al-Hol, após milhares fugirem em janeiro quando forças governamentais tomaram o controle da área dos combatentes curdos.
  • Em 19 de janeiro, o campo abrigava 6.639 famílias, 23.407 pessoas, com a maioria sírios e iraquianos, além de 6.280 estrangeiros de mais de 40 nacionalidades.
  • A ex-diretora Jihan Hanna afirmou que as famílias remanescentes são, em sua maioria, nacionais sírias, e que estão sendo transferidas para um campo em Aleppo; a maioria dos estrangeiros já fugiu.
  • O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) disse ter observado queda significativa no número de residentes recentemente, e não há números confirmados; a administração pediu que não entrasse no fim de semana por causa da instabilidade.
  • O governo sírio acusa a força de coalizão curda (SDF) de retirada sem coordenação; a SDF afirmou ter sido obrigada a se afastar para áreas ao redor de cidades no norte, com alguns moradores saindo do país.

Fewer than 1.000 famílias permanecem no campo de Al-Hol, no nordeste da Síria, onde parentes de suspeitos de extremismo estavam detidos. A informação é do ex-diretor do local, anunciada nesta quarta-feira, após milhares terem fugido em janeiro durante o avanço do governo sobre a área.

O campo, próximo à fronteira com o Iraque, foi um dos principais vínculos para familiares de militantes do Estado Islâmico detidos durante a ofensiva apoiada pelos EUA. A mudança de controle ocorreu após o recebimento de áreas pelo governo sírio, que assumiu decisões sobre o espaço antes sob domínio curdo.

Desdobramentos recentes

Jihan Hanna, antiga diretora de Al-Hol, disse à Reuters que as famílias remanescentes são majoritariamente sírias e que estão sendo transferidas para um campo em Aleppo. A maioria dos estrangeiros já havia fugido.

O último censo disponível, datado de 19 de janeiro, indicava 6.639 famílias (23.407 pessoas), entre sírios, iraquianos e 6.280 estrangeiros de mais de 40 nacionalidades. O número não foi atualizado desde então.

UNHCR apontou queda significativa no número de moradores nas semanas anteriores, sem confirmar dados atuais. A agência também informou que não pôde entrar no campo durante o fim de semana por causa da instabilidade local.

Contexto e referências

O governo sírio acusou as Forças Democráticas da Síria (SDF) de se retirarem de Al-Hol em 20 de janeiro sem coordenação. Em resposta, a SDF disse que precisava se deslocar para áreas próximas a cidades do norte, diante de riscos crescentes.

Fontes de segurança sírias afirmaram que, naquele dia, muitas pessoas fugiram durante um intervalo de cinco horas em que o campo ficou sem vigilância. Houve relatos de evacuações para destinos desconhecidos.

Algumas pessoas deixaram a Síria, enquanto no Líbano a polícia questionou mais de uma dúzia de libaneses que cruzaram a fronteira após a fuga. No norte do país, centenas de pessoas, principalmente mulheres e crianças, foram transferidas para um novo acampamento próximo a Akhtarin, em Aleppo.

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