- A Romênia tem as estradas mais perigosas da União Europeia, com 78 mortes por milhão de habitantes em 2024 e cerca de 1.500 óbitos anuais, quase metade envolvendo vítimas vulneráveis como pedestres e ciclistas.
- O governo abriu a primeira ofensiva severa contra direção perigosa, definindo comportamento agressivo em lei, aumentando penas e instalando radares de velocidade com detecção automática.
- Em 2024, a taxa de mortalidade caiu para quatro pessoas por dia; em 2025, mortes caíram 13% e ferimentos graves, 4%.
- Em outubro, a Comissão Europeia enviou à Romênia uma carta de notificação para cumprir a diretiva de segurança viária; em maio houve a primeira semana de conscientização sobre segurança no trânsito.
- Em Bucareste, o tráfego concentra grande parte da poluição, com frota de carros antigos importados elevando riscos de poluição e acidentes; SUVs dominam as vendas de carros novos.
Romania enfrenta esforço inicial para reduzir as mortes no trânsito, o que torna as estradas mais seguras uma prioridade na UE. Dados de 2024 mostram alta mortalidade, com 78 mortes por milhão de habitantes no trânsito e quase metade das vítimas sendo usuários vulneráveis, como pedestres e ciclistas.
O governo romeno passou a definir comportamentos agressivos no trânsito em lei e aumentou penas para condutas perigosas. Também começou a implantação de radares de velocidade e um sistema para detectar infrações automaticamente. As mudanças chegam como resposta a críticas de campanhas de segurança.
Ainda assim, a transformação estrutural é lenta. Em 2024 registrou-se queda modesta no índice de fatalidade, com queda de mortes diárias para cerca de quatro, e 2025 manteve tendência de redução, com queda adicional de 13% nos óbitos e 4% em ferimentos graves, segundo novas informações policiais.
Desafios e contexto
Especialistas destacam cultura de condução considerada egoísta e dificuldades de mudar mentalidades, o que pode levar mais de uma década para ser superado. A Comissão Europeia enviou em outubro uma notificação para a implementação plena da diretiva de segurança viária.
O país também enfrenta desafios estruturais, como uma frota envelhecida e maior dependência de diesel. A poluição atmosférica em Bucareste é elevada, e o tráfego representa papel importante na qualidade do ar, conforme plataformas ambientais locais.
Impacto e débats sobre a frota
Analistas lembram que carros importados mais antigos trazem riscos de segurança, com falta de sistemas modernos de proteção. Especialistas em transporte alertam que veículos maiores e com maior altura reduzem a visibilidade para pedestres e aumentam a severidade de colisões.
A cidade de Bucareste concentra parte do problema, com alto índice de poluição e ruas congestionadas no horário de pico. Em áreas rurais, a ausência de faixas e passarelas contribui para maior risco de fatalidades. Dados indicam que quase metade das mortes ocorre em estradas nacionais de alta velocidade que cortam comunidades.
Perspectivas
Lucian Mîndruță, jornalista romeno, cita aprendizado a partir de incidentes passados e reforça a necessidade de condução mais cuidadosa para proteger a própria vida e a de terceiros. Organizações de defesa da segurança rodoviária indicam que as mudanças agora em curso são passos importantes, ainda que lentos.
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