- Representantes da Ucrânia e da Rússia retomaram, em Genebra, as negociações de paz nesta quarta-feira, 18, com mediação dos Estados Unidos.
- O encontro ocorre no segundo dia, organizado em grupos de trabalho que tratam de questões políticas e militares.
- O conflito, que começou em fevereiro de 2022, deve completar quatro anos na próxima semana e já deixou centenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.
- O enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse que houve avanços significativos e que as partes manteriam seus líderes informados sobre os desdobramentos.
- Na linha de frente, a Ucrânia afirmou que a Rússia lançou um míssel balístico e 126 drones, com mais de 100 derrubados; Zelensky questionou a seriedade das negociações.
Representantes da Ucrânia e da Rússia retomaram as negociações de paz nesta quarta-feira, em Genebra, com mediação dos Estados Unidos. O objetivo é buscar fim do conflito que completa quatro anos na próxima semana, com avanços limitados até o momento.
A rodada atual ocorre em moldes de grupos de trabalho que tratam de questões políticas e militares. Segundo Rustem Umierov, chefe da delegação ucraniana, as discussões enfatizam mecanismos práticos para possíveis soluções do conflito.
Um porta-voz da delegação russa confirmou o reinício dos trabalhos. O embaixador americano Steve Witkoff afirmou que há progresso promovido pela mediação dos EUA, embora não tenha detalhado acordos ou compromissos.
Nos bastidores, o governo norte-americano pressiona por um fim definitivo ao combate, sem, contudo, mediar um acordo sobre a questão territorial entre Moscou e Kiev. Duas rodadas anteriores, em Abu Dhabi, não produziram avanços.
Witkoff ressaltou que as partes informaram seus líderes sobre o andamento das negociações e continuam buscando um acordo. Ele destacou que o objetivo é deter as mortes e reduzir o impacto humano do conflito.
Na frente de batalha, o conflito permanece ativo. A Força Aérea da Ucrânia informou ataques russos na noite anterior ao novo dia de negociações, com um míssil balístico e dezenas de drones, dos quais mais de cem teriam sido interceptados.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, questionou na semana passada se Moscou está realmente comprometido com a paz. Ele disse estar aberto a avançar rapidamente para um acordo que encerre a guerra.
Zelensky apontou que as ações de Moscou parecem priorizar ataques a mísseis em vez de diplomacia séria, cobrando maior seriedade no processo de paz. A liderança ucraniana reiterou disposição para avançar.
O conflito envolve a ocupação de quase 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, e pressões para controle maior da região de Donetsk. Moscou já ameaçou tomar a área pela força se as negociações falharem.
Fatos recentes indicam avanços para Kiev em áreas de território e estratégia militar, com analistas destacando ganhos nas últimas semanas. A Rússia, por sua vez, mantém sua posição sobre condições para qualquer acordo de paz.
As negociações em Genebra foram inauguradas com expectativa de avançar em temas políticos e militares, mas permanecem cercadas de cautela entre as partes. O desfecho ainda não está definido.
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