- Rússia pediu que países europeus que acusaram Moscou de ter envenenado o opositor Alexei Navalny com toxina de sapo-dardo apresentem dados concretos que sustentem a alegação.
- Britânia, França, Alemanha, Suécia e Holanda afirmaram que análises de amostras do corpo de Navalny mostraram a presença da epibatidina, toxina associada a sapos-dardo da América do Sul.
- As nações disseram ter “meios, motivo e oportunidade” para administrar o veneno a Navalny.
- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que as acusações foram vagas e sem detalhes específicos, e criticou o uso para ofuscar o anúncio da conferência de Munique.
- O Kremlin rejeitou as acusações, enquanto Yulia Navalnaya, viúva do político falecido, afirmou que a verdade sobre a morte do marido foi finalmente revelada.
Moscou, 18 fev (Reuters) – Moscou exige que países europeus que acusaram a Rússia de ter envenenado o dissidente Alexei Navalny com toxina de sapo-dardo apresentem dados concretos para embasar a acusação, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
Segundo Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda, análises dos corpos de Navalny mostraram epibatidina, veneno presente em sapos-dardo da América do Sul e não encontrado naturalmente na Rússia. Os países afirmaram que a Rússia tinha meios, motivação e oportunidade.
Zakharova afirmou que as acusações foram apresentadas apenas como declarações de alto grau de probabilidade, sem detalhes específicos, e disse que o objetivo foi desmerecer a conferência de Munique e os autos Epstein. Ela pediu que apresentem dados concretos.
Reação oficial
O Kremlin rejeitou as acusações de envenenamento, enquanto Yulia Navalnaya, viúva de Navalny, disse que a verdade sobre a morte do marido finalmente veio à tona. Não houve menção a novas evidências em seguida.
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