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Senadores dos EUA na Ucrânia pedem pressão sobre Rússia, não apenas diálogo

Senadores dos EUA em visita à Ucrânia pressionam Rússia com sanções a compradores de petróleo russo e miram a frota sombra de navios

U.S. Senators Richard Blumenthal (D-CT) and Sheldon Whitehouse (D-RI) speak to the media after their meeting with Ukraine's President Volodymyr Zelenskiy, amid Russia's attack on Ukraine, in Kyiv, Ukraine February 16, 2026.
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  • Senadores democratas que visitaram a Ucrânia e países vizinhos disseram que retornarão a Washington para pressionar por novas sanções contra a Rússia, incluindo medidas sobre energia, e por legislação para pressionar o fim da agressão russa.
  • Um dos projetos prevê sanções a países que compram petróleo, gás e urânio russos; não tem votação marcada, apesar do apoio de grande parte da maioria no Senado.
  • Também há foco no que eles chamam de “shadow fleet” — frota de navios-tanque que transportam petróleo russo para China, Índia e outros destinos.
  • Os legisladores destacam apoio a Kyiv, com membros democratas e republicanos buscando garantias de segurança e resistência a concessões excessivas em qualquer acordo.
  • A viagem ocorreu durante a crise em curso, com negociações de paz em Genebra encerradas sem avanço significativo; os senadores dizem estar prontos para pressionar, caso o White House e Trump negociem um acordo.

Democratas tripulando pela região tratam de pressionar a Rússia além das conversas. Em viagem à Ucrânia e países vizinhos, os senadores disseram que, de volta a Washington, vão defender novas sanções ao setor de energia e outras medidas para pressionar Moscou a encerrar a agressão.

Durante a ligação com repórteres, em meio a uma nevasca em Odesa, Shaheen, Blumenthal e mais outros dois democratas destacaram que países compradores de petróleo russo — como China, Índia, Hungria e Brasil — devem receber fortes incentivos para interromper a compra. A ideia é impactar a ofensiva russa na Ucrânia.

Os senadores seguiram para a Moldávia após encontros com guarda-costas, marinha da Ucrânia, empresas americanas e comunidades locais. Em Kyiv, na semana anterior, partes do Senado já tinham sinalizado apoio ao governo ucraniano, em contraste com pressões para obter concessões de Kyiv.

Sanções e a frota sombria

Entre os destaques está um projeto de sanção a países que adquirirem petróleo, gás e urânio russos, apresentado por Blumenthal e o senador Lindsey Graham. O texto conta com apoio de grande parte da maioria no Senado, mas ainda não foi colocado em votação, em meio a recuos rivais que pedem alinhamento com decisões da Casa Branca.

Outro ponto em debate é o reforço sobre a chamada shadow fleet — a frota de navios antigos usados para transportar crude russo a China, Índia e outras nações. Os apoiadores afirmam que a pressão externa, inclusive por meio dessas embarcações, pode influenciar negociações com Moscou.

Graham, participante de reunião na Munich Security Conference, sinalizou que o ex-presidente Trump concordou com o conteúdo proposto e defendeu votar o texto. Democratase republicanos defendem que Kyiv não deve enfrentar pressões excessivas e buscam salvaguardar garantias de segurança para a Ucrânia.

Os senadores destacaram que irão reagir a qualquer acordo que imponha concessões significativas a Kyiv sem salvaguardas adequadas. A avaliação é de que medidas firmes podem sustentar o apoio ao governo de Volodymyr Zelenskiy. A reportagem é de Patricia Zengerle, com edição de Edmund Klamann.

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