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Trump pressiona o mundo a abandonar ações climáticas

Estados Unidos usa pressão econômica para frear políticas climáticas globais, lançando tarifas e sanções para moldar acordos internacionais

Activists set fire to a “viking ship” outside the National Maritime Organization in London on Nov. 15, 2020.
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  • Os Estados Unidos afirmam ter deixado oficialmente o Acordo de Paris em 27 de janeiro e sinalizam a retirada da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.
  • A matéria descreve Washington como “bully climático”, usando seu poder para intimidar outros países a reduzir suas ambições de proteção ao clima.
  • Um exemplo citado foi a tentativa de bloquear as taxas da Organização Marítima Internacional sobre emissões, com o governo americano ameaçando tarifas e vistos para países que apoiassem a medida.
  • A relação com a China é destacada como parte dessa estratégia, já que o país se consolidou como maior produtora e exportadora de tecnologias verdes, o que alimenta críticas de que políticas verdes servem aos interesses chineses.
  • Países menores enfrentam opções limitadas diante da pressão norte-americana, enquanto blocos como a União Europeia e o Japão buscam alternativas, promessas de compra de energia dos EUA ou diversificação econômica para reduzir dependência.

O governo dos Estados Unidos intensificou a aplicação de pressão sobre outros países para evitar ou atrasar medidas climáticas globais. A Casa Branca afirma ter deixado formalmente o Acordo de Paris em 27 de janeiro e pretende se retirar da UNFCCC, o tratado que embasa a diplomacia climática mundial.

Crentes de que o país age para frear políticas de proteção ambiental, analistas citam ações do governo passado e presente que incluem manobras para minar propostas de taxação de carbono em nível internacional. Em outubro de 2025, Washington teria buscado impedir taxas previstas pela Organização Marítima Internacional para emissions, usando ameaças de tarifas e restrições de vistos.

A trajetória recente é associada a uma visão de “America First” defendida por figuras como o ex-vice-presidente Al Gore, segundo relatos de veículos de imprensa. A estratégia avaliaria o uso do peso financeiro dos EUA para dissuadir aliados a elevarem ambições climáticas próprias.

Mudanças na diplomacia climática

Ao que se observa, o governo americano também busca reduzir a influência de pactos ambientais com mecanismos de aplicação, promovendo desaceleração de avanços que poderiam impor preços ao carbono, incluindo medidas que envolvem o setor de aviação e comércio internacional.

O confronto envolve China, principal fabricante de bens de energia limpa, e parceiros como Canadá, União Europeia e Reino Unido, que discutem regras de emissões, cadeias de suprimentos e estruturas de cobrança de carbono. Em meio a isso, a política externa dos EUA pode vincular questões climáticas a áreas como comércio e defesa.

Dados indicam que o endurecimento de Washington não se limita a negociações bilaterais. Analistas apontam que o peso do sistema financeiro internacional sob hegemonia americana oferece ferramentas para impor condições a países menores ou a aqueles que buscam diversificar parcerias fora do dólar.

Alguns governos e observadores veem riscos e oportunidades na postura americana. Enquanto alguns aliados preferem prometer projetos de energia norte-americana ou equipamentos de defesa, outros ponderam a necessidade de evitar dependência excessiva de uma única potência.

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