- Mark Zuckerberg afirmou no julgamento em Los Angeles que a Meta não permite que crianças com menos de 13 anos usem Facebook e Instagram, apesar de evidências internas apontarem o contrário.
- A ação envolve uma mulher da Califórnia que acusa Instagram e YouTube de lucrar com jovens, alegando danos à saúde mental desde a infância.
- Uma apresentação interna de 2018 sugeria que a empresa poderia buscar lucrar com adolescentes, mas Zuckerberg disse que a meta não foi essa a intenção.
- O caso serve como teste para ações semelhantes contra Meta, Alphabet, Snap e TikTok; um veredicto pode enfraquecer a defesa corporativa sobre danos aos usuários.
- Documentos internos citados no tribunal indicam impactos negativos para algumas adolescentes; o chefe do Instagram, Adam Mosseri, disse não saber de um estudo recente ligando supervisão parental à atenção dos jovens.
Mark Zuckerberg defendeu, em Los Angeles, durante um julgamento histórico, que a Meta não permite menores de 13 anos no Instagram e no Facebook. O processo envolve uma mulher da Califórnia que acusou as plataformas de explorar crianças para lucrar, sabendo dos impactos na saúde mental.
A ação afirma que a empresa procurou monetizar a base infantil e sustenta que os apps contribuíram para depressão e pensamentos suicidas. Alega ainda danos à saúde mental de quem iniciou o uso na infância e busca responsabilização civil das empresas.
Durante o julgamento, surgiram documentos internos da Meta. Um parecer de 2018 sugeria estratégias para atrair adolescentes por meio de versões do Instagram para menores, porém isso não ocorreu. A defesa destaca que há conversas ao longo do tempo sobre serviços mais seguros para jovens.
Zuckerberg afirmou que houve reflexões sobre versões para crianças, mas que nenhuma foi implementada. O executivo explicou que verificar idade de usuários é complexo e que a responsabilidade recai sobre fabricantes de dispositivos móveis. A empresa nega as acusações.
O caso, em Los Angeles, faz parte de uma série de ações contra grandes plataformas de tecnologia que questionam impactos à saúde mental de jovens. Executivos de concorrentes, como Snap e TikTok, já chegaram a acordo com parte das plataformas.
Documentos apresentados mostram que a Meta conhecia possíveis danos. Pesquisas internas indicam que algumas adolescentes relatavam sentir-se mal com o corpo ao usar o Instagram, com maior exposição a conteúdos prejudiciais.
As audiências também trazem dados sobre supervisão parental. Um estudo apresentado sugeriu que a supervisão não estava fortemente ligada à atenção dos adolescentes ao uso das redes, conforme relatório discutido no tribunal.
A audiência destaca que, ao longo dos anos, governos e autoridades avaliariam medidas para limitar o acesso de menores a redes sociais, com impactos em políticas corporativas e defesas legais das empresas no país.
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