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Zuckerberg testemunha diante do Congresso sobre dependência de redes sociais

Zuckerberg deporá sobre suposta dependência induzida por plataformas como Instagram; julgamento pode estabelecer precedente legal sobre a saúde mental de jovens

Mark Zuckerberg, CEO da Meta. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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  • Mark Zuckerberg deporá nesta quarta-feira em um julgamento histórico nos Estados Unidos sobre dependência em redes sociais, abordando o Instagram e outras plataformas.
  • O caso acusa que essas plataformas foram deliberadamente projetadas para viciar jovens usuários; Kaley G.M., de 20 anos, é a vítima citada.
  • Os jurados em Los Angeles ouvirão depoimentos até o final de março para estabelecer um possível precedente para milhares de denúncias contra redes sociais.
  • O depoimento de executivos como Adam Mosseri, do Instagram, e Neal Mohan, do YouTube, está previsto, com a discussão sobre “uso problemático” versus dependência, e a participação da psiquiatra Anna Lembke.
  • TikTok e Snapchat chegaram a acordos confidenciais com a denunciante; há outros casos semelhantes em Los Angeles e Oakland, além de processo no Novo México.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor nesta quarta-feira, 18, em Los Angeles, no EUA, sobre a dependência em redes sociais. O testemunho ocorre em um julgamento movido por uma denunciante que acusa Instagram e outras plataformas de terem sido desenhadas para viciar jovens.

O caso é considerado histórico e pode definir precedentes para milhares de ações contra grandes operadoras de redes sociais. Em jogo está a responsabilidade de plataformas como YouTube e Instagram pelo impacto na saúde de usuários jovens.

O processo analisa se Google e Meta criaram deliberadamente mecanismos para estimular uso contínuo, afetando a saúde mental de adolescentes. A demanda envolve questões de design de apps, algoritmos e recursos de personalização.

Contexto do caso

O depoimento de Mark Zuckerberg marca a primeira atuação direta de um executivo da empresa ante um júri. As audiências devem se estender até o fim de março, em Los Angeles, para avaliar os danos alegados.

O caso cita Kaley G.M., jovem de 20 anos da Califórnia que usou redes desde a infância, incluindo YouTube aos seis, Instagram aos 11, além de TikTok e Snapchat. A defesa sustenta uso comum de tecnologia, sem comprovar dependência clínica.

Executivos como Adam Mosseri, chefe do Instagram, já depuseram. Mosseri afirmou que prefere falar em uso problemático, não em dependência. A psiquiatra Anna Lembke foi chamada para explicar efeitos de mídias sociais no cérebro em desenvolvimento.

Desdobramentos e acordos

Os advogados da denunciante convocaram Moss Mohan, chefe do YouTube, para depor; a defesa indica que deverá trazer outro executivo. Ações paralelas ocorrem em Oakland, Califórnia, onde há processo federal semelhante, com julgamento possível em 2026.

TikTok e Snapchat também vêm à tona no processo e já chegaram a acordos confidenciais com a denunciante antes do início das audiências. Enquanto isso, a Meta enfrenta outro processo, este no Novo México, envolvendo alegações de priorização de lucro sobre proteção infantil.

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