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Epstein cultivou relação com oficial da CBP, gerando investigação nos EUA

Documentos mostram que Epstein manteve contato com seis agentes da CBP em St Thomas e em outros aeroportos; investigação não resultou em acusações

Jeffery Epstein and St Thomas Island
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  • A Guardian analisou arquivos do Departamento de Justiça e revelou que Jeffrey Epstein manteve contato com seis agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) em Saint Thomas e em outros locais, sem que nenhum policial tenha sido acusado de envolvimento com tráfico de menores.
  • A investigação federal, aberta em outubro de 2019, incluiu pedidos de instrução (subpoenas) para Timothy Routch, um agente agrícola da CBP, e mais três agentes; não há evidências de que o caso tenha avançado para acusações relacionadas a tráfico.
  • Epstein trocava e-mails e mensagens com os agentes da CBP, participava de encontros no aeroporto de Saint Thomas e, por vezes, solicitava informações sobre procedimentos de pré-clearing (liberação aduaneira antecipada).
  • Houve incidentes documentados que envolvem queixas de Epstein sobre o tratamento de passageiros, e correções solicitadas a supervisores; e seus pilotos, como Larry Visoski, também estavam envolvidos em manter contato com a CBP para facilitar o acesso ao island.
  • Entre os oficiais citados estão James Heil, Gerardo Martinez, Glen Samuel e Alford Richards, com Epstein propondo atividades, aconselhamento financeiro e, por vezes, convites para encontros; não há evidência de participação direta dos CBP em crimes de Epstein, e as investigações sobre esses vínculos não foram concluídas.

Jeffrey Epstein manteve contato com agentes da CBP (Customs and Border Protection) em várias ocasiões, segundo documentos do DoJ e investigações divulgadas. A relação ocorreu em torno de seus voos privados para a ilha particular no Caribe, com paradas em aeroportos da Virgínia e de St Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas.

FBI e procuradores entrevistaram o piloto de Epstein e subpoenas foram emitidas para oficiais da CBP que atuavam no STT e no STT/Florida. A apuração não resultou em acusações contra nenhum oficial. Registros indicam que Epstein trocava e-mails, mensagens e chegou a convidar oficiais para visita à ilha.

O que foi descoberto sobre as interações

Entre 2012 e 2019 Epstein enviou mensagens a pelo menos seis oficiais da CBP, com frequência para facilitar o pré-clearance em aeroportos de ST Thomas. Em alguns casos, houve visitas à ilha Little St James e solicitações de informações sobre procedimentos de embarque e controle migratório.

O material também mostra que Epstein ofereceu empréstimos, presentes e oportunidades de mentoria a alguns oficiais, além de discutir questões como autorização de viagens fora do horário normal. Não há evidência apresentada de envolvimento direto dos oficiais com crimes de tráfico de menores.

Contexto jurídico e desdobramentos

Em julho de 2019, Epstein foi indiciado em Nova York por tráfico de menores. Ele morreu em prisão no mesmo ano. A Virgín Islands disputou a autoria de crimes atribuídos a Epstein em ações contra seu espólio. Autoridades afirmam que nenhum agente da CBP foi acusado.

Routch, Heil, McNally, Samuel, Martinez e Richards aparecem entre os nomes citados nos registros. Testemunhas e memorandos descrevem interações que vão desde visitas à ilha até contatos regulares sobre questões financeiras e logísticas.

Observações finais sobre a divulgação

Os documentos mostram que o FBI entrevistou o piloto de Epstein e analisou contatos com CBP. Algumas informações permanecem com lacunas e podem sofrer redactions. Não há confirmação de envolvimento direto dos oficiais com tráfico, e autoridades não divulgaram novas informações até o fechamento deste material.

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