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EUA removem salvaguardas do acordo nuclear com Arábia Saudita, aponta documento

Documento mostra que acordo civil nuclear com a Arábia Saudita pode permitir enriquecimento de urânio sem salvaguardas, gerando alerta no Congresso

U.S. and Saudi flags flutter along a highway of Riyadh, as pictured through the glass of a car, ahead of the arrival of U.S. President Donald Trump to Riyadh, Saudi Arabia May 12, 2025.
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  • O governo dos Estados Unidos propõe um acordo civil de uso pacífico de energia nuclear com a Arábia Saudita sem salvaguardas de não proliferação, segundo documento enviado ao Congresso e analisado pela Reuters.
  • A negociação busca que a indústria norte-americana tenha papel central no desenvolvimento nuclear civil saudita, mantendo salvaguardas para evitar enriquecimento de urânio ou reprocessamento de combustível gasto.
  • O texto abre caminho para que a Arábia Saudita tenha um programa de enriquecimento, ao mencionar medidas adicionais de salvaguardas e verificação nas áreas mais sensíveis de cooperação nuclear.
  • Críticos e grupos de controle de armas alertam para riscos de proliferação e para o precedente que esse acordo pode estabelecer, defendendo o Protocolo Adicional da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e maior supervisão.
  • A administração Trump pode submeter o Acordo 123 ao Congresso já em fevereiro; o alcance depende de votações no Senado e na Câmara para impedir ou ratificar o acordo nos próximos 90 dias.

O governo dos EUA avalia retirar salvaguardas do acordo nuclear civil proposto com a Arábia Saudita. Documento enviado ao Congresso e visto pela Reuters sinaliza que a parceria pode não incluir mecanismos de não proliferação considerados essenciais.

O conteúdo envolve o presidente Donald Trump, a administração de Biden e autoridades sauditas, com o objetivo de avançar com as primeiras usinas nucleares civis do reino. O tema divide críticos e defensores de uma supervisão mais rígida.

O draft, conhecido como Acordo 123, pode ser apresentado ao Congresso já em 22 de fevereiro. Há um prazo de aproximadamente 90 dias para que a Casa Branca e o Legislativo se manifestem.

O acordo é discutido em um contexto de receio de corrida nuclear global, após o fim de tratados entre EUA e Rússia e com a China ampliando seu arsenal. A proposta sustenta que a indústria americana ficará no centro do desenvolvimento saudita.

O texto abre campo para que a Arábia Saudita tenha um programa de enriquecimento, ao mencionar salvaguardas adicionais nas áreas mais sensíveis, incluindo enriquecimento e reprocessamento.

A posição de autoridades sauditas é de que o reino busca desenvolvimento pacífico de energia, enquanto que críticos, como grupos de controle de armas, pedem o protocolo adicional da Agência Internacional de Energia Atômica para fiscalização mais ampla.

Alguns legisladores e organizações enfatizam a necessidade de salvaguardas, para evitar riscos de proliferação e para não abrir precedente diplomático que possa estimular outras nações.

O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman já destacou, em declarações anteriores, que o reino poderia buscar armas caso concorrentes avancem, o que aumenta a sensibilidade política da negociação.

O governo dos EUA não respondeu a pedidos de comentário imediatamente. Em Washington, autoridades ressaltam a importância de um escrutínio rigoroso por parte do Congresso antes de qualquer acordo ser implementado.

Especialistas em controle de armas alertam que o texto atual pode permitir avanços saudáveis no uso civil da energia, mas também elevam a preocupação com vias de proliferação não previstas.

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