- Andrew Mountbatten-Windsor foi preso no dia do seu 66º aniversário, na residência de Sandringham, no leste da Inglaterra, sob suspeita de conduta imprópria no serviço público por supostamente enviar documentos confidenciais a Jeffrey Epstein; buscas foram feitas em Berkshire e Norfolk.
- A polícia Thames Valley informou que abriu uma investigação após a prisão e destacou a importância de manter a integridade do inquérito, com atualizações a serem divulgadas conforme o andamento.
- Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos alegam que Andrew encaminhou documentos governamentais sensíveis a Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.
- A linha do tempo envolve a relação com Epstein desde o início dos anos 2000, acusações feitas por Virginia Giuffre em 2001, a prisão de Epstein em 2008, o afastamento de Andrew de funções em 2011 e a cassação de títulos em 2025.
- Caso seja condenado, o ex-príncipe pode pegar prisão perpétua; a polícia pode acessar equipamentos, arquivos e residências ligadas a Andrew durante a investigação, que ainda não tem todos os detalhes divulgados.
Andrew Mountbatten-Windsor foi preso em 19 de fevereiro de 2026, no âmbito de investigações sobre conduta em cargo público, ligado a Jeffrey Epstein. A prisão ocorreu na propriedade de Sandringham, no leste da Inglaterra, no próprio dia em que o ex-príncipe completava 66 anos.
Segundo a polícia Thames Valley, um homem na faixa dos 60 anos, morador de Norfolk, foi detido sob suspeita de conduta em cargo público e buscas estavam em andamento em endereços em Berkshire e Norfolk. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades envolvendo documentos confidenciais.
O porta-voz assistente chefe Oliver Wright informou que a apuração é necessária para preservar a integridade do inquérito e pediu paciência à população, prometendo atualizações. Há potencial risco de pena máxima de prisão perpétua caso haja condenação, conforme apuração em curso.
A relação de Andrew com Epstein tem sido objeto de cobertura desde 1999, quando o príncipe conheceu o financista por intermediário. Ao longo dos anos, surgiram acusações de abusos e casos de envolvimento com Epstein, incluindo ações judiciais movidas por Virginia Giuffre, que o acusou de violência sexual quando tinha 17 anos.
Entre 2001 e 2002, Giuffre alegou terem ocorrido três encontros, em meio a alegações de tráfico de pessoas. Epstein foi preso em 2008 e morreu em 2019, enquanto Andrew chegou a se afastar de atividades públicas em 2011, após a repercussão das ligações com Epstein.
Ao longo dos anos houve acordos judiciais envolvendo Giuffre, com a vítima firmando um acordo civil em 2022, em valor não divulgado. Em 2025, houve desdobramentos envolvendo a família real e a perda de títulos de Andrew, além da remoção de propriedades reais, pelo rei Charles III.
Até o momento, ainda não se sabe quais elementos específicos levaram à prisão de Andrew nem onde ele está detido neste momento. A polícia pode acessar equipamentos, arquivos e outras residências pertencentes ao ex-príncipe durante a investigação.
Fontes oficiais indicaram que o processo pode render novas informações conforme as buscas e diligências prosseguem. Não houve divulgação de informações sobre possíveis testemunhas ou questionamentos que venham a ocorrer em relação ao caso.
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