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Forças israelenses e Hamas teriam crimes de atrocidade em Gaza, diz ONU

Relatório da ONU aponta violações do direito humanitário em Gaza por Israel, Hamas e grupos palestinos, com risco de limpeza étnica e crimes de guerra

Palestinians gather to break their fast by eating Iftar meals on the first day of the holy month of Ramadan, near the rubble of residential buildings destroyed during the two-year Israeli offensive, in Gaza City
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  • O relatório de 17 páginas da ONU acusa forças israelenses, Hamas e outros grupos armados palestinos de graves violações do direito humanitário em Gaza entre novembro de 2024 e 31 de outubro de 2025.
  • Atacques israelenses intensificados e deslocamento forçado de palestinos seriam parte de um esforço para alteração demográfica permanente em Gaza, gerando preocupações sobre possível limpeza étnica.
  • O Hamas pode ter cometido crimes de guerra ao manter e maltratar reféns, segundo o documento.
  • O relatório aponta falhas na entrega de ajuda humanitária e aponta fome e desnutrição em partes de Gaza como consequência direta das ações no território.
  • Indicações de esforços para consolidar a anexação de partes da Cisjordânia, uso de força por autoridades israelenses e possíveis crimes internacionais cometidos por grupos palestinos também são destacados.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirma que forças israelenses, o Hamas e outros grupos armados palestinos violaram o direito humanitário internacional em Gaza entre novembro de 2024 e 31 de outubro de 2025, com possíveis crimes de guerra. O relatório também aponta que ataques intensificados e transferências forçadas visaram mudar a composição demográfica da região.

Segundo o relatório, as ações de Israel teriam imposto condições de vida incompatíveis com a continuidade da existência palestina em Gaza, com fome em algumas áreas e malnutrição associadas às medidas adotadas. Centenas de milhares de pessoas foram deslocadas e a entrega de ajuda humanitária foi insuficiente.

O documento destaca que a detenção e o maus-tratos de reféns por Hamas podem constituir crimes de guerra. Também aponta uso de civis como escudos humanos e uso desproporcional da força por autoridades palestinas na Cisjordânia, além de indicações de destruição de bairros inteiros.

A investigação revisou ataques, deslocamentos e a gestão de auxílio, incluindo centros de distribuição controlados por uma ONG apoiada por Israel e pelos EUA, que não atenderam à escala necessária para atender a população. O texto acusa ações destinadas a consolidar anexação de território ocupado.

Além disso, o relatório cita o assassinato de 12 trabalhadores humanitários ligados ao GHF em Gaza, em junho, como possível crime de guerra por parte de grupos armados palestinos. O documento ressalta que eventos em Gaza e na Cisjordânia requerem responsabilização por violações graves do direito internacional.

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