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Hamas amplia controle em Gaza enquanto Trump avança com plano de paz

Hamas amplia domínio em Gaza ao nomear governadores leais, cobrar impostos e manter salários, enquanto o comitê tecnocrata apoiado pelos EUA encara entraves

A Hamas Police officer directs traffic in Gaza City, January 28, 2026. REUTERS/Stringer/File Photo
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  • Hamas está fortalecendo o controle em Gaza, nomeando cinco governadores distritais ligados às Brigadas al‑Qassam e trocando dirigentes nos ministérios da economia e interior.
  • O grupo continua a arrecadar impostos sobre mercadorias contrabandeadas e a pagar salários a servidores e combatentes, em média 1.500 shekels por mês.
  • Um comitê tecnocrata chefiado por Ali Shaath foi anunciado para administrar Gaza, supervisionado pelos EUA, mas membros ainda não entraram em Gaza para assumir funções.
  • O Conselho de Paz de Trump realiza a primeira reunião em Washington; espera-se que apresente relatos sobre o trabalho do comitê e sobre uma força de estabilização da ONU.
  • Israel é contrário a qualquer papel de Hamas na governança de Gaza; autoridades militares israelenses destacam que Hamas mantém influência mesmo sem desarmamento.

O Hamas fortalece seu controle em Gaza ao nomear aliados em cargos públicos, cobrar impostos e manter salários, segundo avaliação militar israelense consultada pela Reuters e fontes na faixa de Gaza. A atuação reafirma influência sobre estruturas-chave, mesmo diante da resposta do governo dos EUA ao plano de paz de Donald Trump.

A análise aponta que o grupo está avançando no terreno para manter poder, integrando apoiadores a gabinetes, órgãos de segurança e autoridades locais. A meta seria preservar a influência de Hamas, mesmo sem desarmamento. Enquanto isso, o comitê técnico liderado por Ali Shaath ainda não teve acesso à região.

O governo israelense não comentou as alegações, e oficiais ao longo de janeiro deram sinais de ceticismo quanto a um papel futuro de Hamas na governança de Gaza. Em contrapartida, o exército diz que o grupo aproveita o cessar-fogo de outubro para recompor controle em áreas deixadas por tropas israelenses.

Hamas nomeou cinco governadores distritais e substituiu dirigentes nas pastas de economia e interior, que gerem tributação e segurança, segundo duas fontes com conhecimento direto. Também houve a troca de um vice-ministro da Saúde em publicação recente.

O comitê financiado pelos EUA, sob supervisão do Board of Peace, realiza a primeira reunião em Washington nesta quinta-feira. A pauta inclui o avanço do grupo de Shaath e o gerenciamento de uma força policial palestina sob mandato internacional.

Veículos oficiais da Hamas relatam que a força de segurança interna, ligada ao serviço de inteligência, pode integrar cerca de 10 mil agentes à nova força policial apoiada pela comunidade internacional. A ideia inclui serviços de polícia e controle de fronteiras, segundo fontes em Gaza.

Ismail al-Thawabta, diretor da agência de imprensa do governo controlado por Hamas, negou que haja novas nomeações, dizendo que substituições temporárias foram feitas para evitar vácuo administrativo durante as negociações. O NCAG não respondeu a solicitações de comment.

Especialistas citados por fontes próximas ao NCAG indicaram descontentamento com as ações de Hamas. Além disso, a Seção de Fiscalização Washington confirmou que a comunidade internacional acompanha de perto o desdobramento, que envolve a administração civil e as forças de segurança em Gaza.

Hamas controla Gaza desde uma decisão de 2007 após conflito com Fatah. A reabertura de várias prefeituras e ministérios já ocorreu, elevando o funcionamento de pelo menos 14 das 17 pastas, conforme levantamento da força militar israelense. A zona leste permanece sob gestão do grupo.

Na prática, a cobrança de impostos recai sobre o setor privado, incluindo mercadorias trazidas por contrabando, como cigarros, baterias, painéis solares e celulares. As receitas de contrabando chegam a centenas de milhões de shekels, segundo fontes e documentos oficiais.

O órgão de imprensa de Gaza informou que o pagamento de salários a funcionários públicos e membros das forças chega a em média 1,5 mil shekels por mês, mantendo a folha de pagamento durante o contexto de transição. A narrativa aponta que demorar a entrada do comitê técnico reforça o controle de Hamas.

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