- Itália participará da Junta de Paz de Trump como país observador em Washington, sendo a única grande potência da União Europeia presente nesse formato.
- O Vaticano decidiu não participar, argumentando que a Junta tem natureza distinta e pode contornar o direito internacional, o que gerou críticas em Roma.
- A Casa Branca classificou a postura vaticana como “profundamente lamentável”, afirmando que a paz não deve depender de posições políticas.
- A decisão italiana busca equilíbrio entre apoiar Trump e manter relação com a UE, com Tajani representando o país na reunião inaugural.
- Além da Itália, outros europeus participam como observadores ou membros, incluindo Chipre, Grécia, Romênia, Eslováquia e Albânia; a Comissão Europeia enviará uma representante.
Italia participa como observadora na Junta de Paz de Trump, que se reunirá em Washington pela primeira vez nesta quinta-feira. O objetivo é avaliar a atuação do novo organismo, criado para discutir a paz em Gaza e outros conflitos, segundo fontes italianas. Tajani, ministro das Relações Exteriores, viaja no lugar da primeira-ministra Meloni.
O governo italiano mantém posição de equilíbrio entre Roma e Bruxelas. Itália será o único grande país da UE presente como observador; países como Hungria e Bulgária já aceitaram a participação como membros. A participação de Itália visa mostrar disponibilidade para dialogue, sem assumir o papel de líder.
O Vaticano reagiu de forma distinta. O secretário de Estado Pietro Parolin afirmou que o Vaticano não integrará a Junta de Paz, citando a prioridade do direito internacional e da ONU. Washington classificou a posição vaticana como motivo de preocupação, destacando a divergência entre instituições religiosas e políticas.
O Parlamento italiano foi informado sobre a escolha. Tajani explicou que a decisão leva em conta a necessidade de manter canais abertos para a paz nos territórios palestinos e a importância de acompanhar o plano de paz de Trump, reconhecendo que a Comissão Europeia enviará uma representante. Outros Estados europeus também participam como observadores.
A reação na UE tem sido de ceticismo em relação à iniciativa. Autoridades italianas afirmam que a solução adotada evita o risco de alinhar-se plenamente a um grupo com suspeitas de autoritarismo. Críticos da oposição acusam o governo de abrir espaço a negociações externas sem consenso pleno.
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