- A primeira reunião do Board of Peace, iniciativa de Donald Trump para encerrar a guerra em Gaza, começa hoje em Washington com representantes de mais de quarenta e cinco países.
- Reino Unido, Alemanha e França recusaram os convites; não há representação palestina e Israel ocupa uma cadeira.
- O conselho tem mandato de dois anos para acompanhar desmilitarização e reconstrução de Gaza, conforme o plano de cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos.
- Ainda há impasses sobre desarmamento do Hamas, retirada de tropas israelenses, escala da reconstrução e fluxo de ajuda humanitária.
- Trump afirmou que os membros do conselho prometeram cinco bilhões de dólares para reconstrução, frente a uma necessidade estimada de cerca de setenta bilhões de dólares.
O anúncio é de que líderes mundiais se reúnem em Washington para a primeira reunião do Board of Peace, a iniciativa de Donald Trump para pôr fim à guerra em Gaza. O encontro começa hoje, com representantes de mais de 45 países esperados. A audiência busca apoiar o processo de reconstrução e desmilitarização na região.
A participação internacional não é uniforme. Países europeus de peso, como Reino Unido, Alemanha e França, recusaram os convites, citando dúvidas sobre as operações do grupo e sua relação com a ONU. Não há representação palestina no board, enquanto Israel ocupa uma cadeira.
O contexto é de quase três meses desde que a ONU aprovou um plano de cessar-fogo apoiado pelos EUA. O acordo prevê, em conjunto, a supervisão do desarmamento, retirada de tropas, reconstrução e fluxo de ajuda humanitária. Divergências permanecem altas entre as partes envolvidas.
Financiamento e desdobramentos
Trump afirmou que os membros do board comprometeram 5 bilhões de dólares para a reconstrução, orçamento ainda aquém dos quase 70 bilhões de dólares estimados para reconstruir o território palestino. A cifra anunciada corresponde a uma fração significativa do que é considerado necessário.
O cessar-fogo continua fragilizado, com ações ofensivas sendo atribuídas a Israel e a Hamas por ambas as partes. Sob o acordo, as forças israelenses recuaram para posições atrás de uma linha designada, mantendo controle de parte do território de Gaza.
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