- Lula se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron, durante viagem à Índia, nesta quinta-feira.
- O encontro ocorre em meio a tratativas para ratificação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.
- França é um dos países mais críticos à aplicação do acordo, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo.
- Além de Macron, Lula conversou com o CEO do Google, Sundar Pichai, e com o presidente da Croácia, Zoran Milanović.
- A ratificação depende de aprovações internas em ambos os blocos: Parlamento Europeu e tribunais; no Mercosul, dos Congressos nacionais dos países membros. A Câmara dos Deputados deve retomar a votação a partir de 23 de fevereiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Emmanuel Macron, em meio à viagem à Índia, nesta quinta-feira. O encontro ocorre durante as tratativas para ratificar o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. França é crítica em relação à aplicação do tratado.
Lula conversou ainda com Sundar Pichai, CEO do Google, e com Zoran Milanović, presidente da Croácia. A agenda internacional do petista inclui temas de IA e minerais raros, presentes na pauta da viagem à Índia.
O acordo entre Mercosul e UE foi assinado no dia 17 de janeiro, após décadas de negociações. No entanto, ele só entra em vigor após aprovações internas em ambos os blocos, incluindo Parlamentos nacionais.
Avanços e entraves do acordo Mercosul-UE
A União Europeia mantém resistência de alguns países, que citam impactos no setor agrícola. França, Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia aparecem entre os críticos. A posição de cada parlamento pode influenciar a timeline de ratificação.
Na UE, o texto aguarda aval do Parlamento Europeu e análise do Tribunal de Justiça da UE sobre a legalidade de medidas. Dependendo da interpretação, novas aprovações nacionais podem ser necessárias.
Próximos passos parlamentares
Pelo lado do Mercosul, a ratificação depende dos Congressos nacionais dos quatro membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A Câmara dos Deputados do Brasil deve analisar o acordo a partir da próxima segunda-feira, 23, após o recesso de Carnaval.
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