- Mais de mil kenianos teriam sido recrutados para lutar por a Rússia na guerra contra a Ucrânia, conforme relatório de inteligência apresentado ao parlamento do país.
- Agentes de emprego “irregulares” teriam mirado ex-militares, policiais e civis de 20 a 50 anos, oferecendo salários de cerca de 350 mil xelins por mês, bônus de até 1,2 milhão e possível cidadania russa.
- O relatório acusa equipes de imigração, investigação criminal e unidade antidrogas, além da Autoridade Nacional do Emprego, de facilitar o desvio e impedir interceptação no aeroporto de Nairóbi; muitos estariam viajando agora por Uganda, Congo e a África do Sul.
- Em fevereiro, 39 kenianos estavam hospitalizados, 30 haviam sido repatriados, 28 estavam desaparecidos, 89 estavam na linha de frente, 35 em acampamentos militares, 1 detido e 1 tinha cumprido o contrato.
- O ministro das Relações Exteriores, Musalia Mudavadi, deve visitar a Rússia no próximo mês para tratar do recrutamento, enquanto casos de outros países africanos também aparecem no contexto.
Mais de 1.000 kenianos teriam sido atraídos a lutar ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia, segundo um relatório de inteligência apresentado ao parlamento do país. As informações apontam uma operação de recrutamento de cidadãos kenianos para a linha de frente.
A leitura do resumo do relatório, feito pelo líder da bancada da maioria, Kimani Ichung’wah, atribui o envolvimento a agências e indivíduos considerados “renegados” em Kenya. O documento cita recrutamento direcionado a ex-miitares, policiais e civis entre 20 e 50 anos.
Segundo o relatório, os recrutadores teriam feito promessas de salários mensais de cerca de 350 mil shillings e bônus de até 1,2 milhão, além de eventual cidadania russa. Aponte de cooperação com funcionários de agências públicas para evitar interceptação no aeroporto de Nairobi.
O texto afirma que, diante de maiores interceptações no aeroporto, os recrutamentos passaram a ocorrer também por meio de rotas via Uganda, RD Congo e África do Sul. Até fevereiro, registro aponta 39 hospitalizados, 30 repatriados, 28 desaparecidos, 89 em bases militares e 89 em combate.
Dados do governo indicam ainda que um de fevereiro marcava um panorama com 35 pessoas em campos, um detido e uma pessoa que concluiu o contrato. O ministério das Relações Exteriores de Kenya planeja encaminhar o assunto a Moscou em visitas oficiais.
Reação internacional e regional acompanham o caso. Em dezembro, autoridades sul-africanas já discutiam acusações de recrutamento de sul-africanos por meio de contratantes privados. O Ministério das Relações Exteriores da África do Sul destacou dificuldades para confirmar a alistação direta pelo governo russo.
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