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Polícia australiana investiga carta de ameaça à maior mesquita antes do Ramadã

Polícia australiana investiga carta com ameaça à maior mesquita do país, em vésperas de Ramadã, com patrulhas reforçadas e pedido por mais segurança

A security guard stands outside the Lakemba Imam Ali bin Abi Talib Mosque as people arrive for Friday prayers, amid a heightened security presence following the deadly mass shooting during a Jewish Hanukkah celebration at Bondi Beach on December 14, in Sydney, Australia, December 19, 2025. REUTERS/Hollie Adams/File Photo
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  • A polícia australiana abriu investigação após uma carta ameaçadora ser enviada à mesquita Lakemba, a maior do país, na véspera de Ramadan.
  • A correspondência, recebida na quarta-feira, trazia um desenho de porco e uma ameaça de matar a “raça muçulmana”; foi encaminhada para perícia.
  • A polícia informou que continuará a patrulhar locais religiosos e eventos comunitários, enquanto a investigação avança.
  • Um homem de setenta anos foi preso e acusado em conexão com a terceira carta enviada aos funcionários da Lakemba em janeiro.
  • A mesquita deve receber cerca de cinco mil fiéis por noite durante o Ramadan; o primeiro-ministro condenou as ameaças e pediu redução da hostilidade no discurso político.

A polícia australiana abriu uma investigação após o envio de uma carta ameaçadora à maior mesquita do país, em meio ao período deRamadan. O bilhete chegou à Lakemba Mosque, no oeste de Sydney, na quarta-feira e trazia uma ilustração de porco e uma ameaça contra a “raça muçulmana”.

A polícia recolheu o conteúdo para exames periciais e afirmou que continuará a monitorar locais religiosos e eventos comunitários. O episódio é o terceiro incidente desse tipo nas proximidades do mês sagrado.

Investigação e desdobramentos

Nesta semana, outra carta similar já havia sido enviada à mesma mesquita, exibindo muçulmanos dentro de uma mesquita em chamas. Além disso, um homem de 70 anos foi preso e indiciado pela terceira carta enviada aos funcionários da Lakemba em janeiro.

A Lebanese Muslim Association, que administra a mesquita, disse ter solicitado ao governo mais recursos para reforçar a segurança, incluindo vigilância por CCTV e seguranças adicionais. Estima-se que até 5 mil pessoas entrem na mesquita em cada noite de Ramadan.

Contexto e reação

Cerca de 60% dos moradores do subúrbio de Lakemba se identificam como muçulmanos, segundo o IBGE australiano. O primeiro-ministro Anthony Albanese condenou o recente fluxo de intimidação, destacando a necessidade de reduzir o tom do discurso público durante o Ramadan.

Observa-se que a sensação anti muçulmana vem crescendo no país desde o conflito em Gaza, conforme relatório governamental recente. O Islamophobia Register Australia também registrou aumento expressivo de denúncias após ataques ocorridos no fim de 2023.

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