- A Polônia deve liberar minas antipessoais ao longo de sua fronteira leste em até 48 horas, após sua saída da Convenção de Ottawa, afirmou o primeiro-ministro Donald Tusk.
- A decisão é parte do projeto “Escudo Leste” para proteger as fronteiras com a Bielo-Rússia e a enclave russa de Kaliningrado.
- Em dezembro, o vice-ministro da Defesa, Paweł Zalewski, disse à Reuters que Varsóvia retomaria a produção de minas antipessoais, pela primeira vez desde a Guerra Fria, para uso na fronteira leste e possível exportação à Ucrânia.
- A retirada de Polônia da Convenção de Ottawa começou em agosto e terminará oficialmente no dia 20 de fevereiro de 2026, encerrando o período de desengajamento de seis meses.
Polônia afirma que poderá plantar minas antipessoais na fronteira oriental em até 48 horas após a saída da Convenção de Ottawa, caso haja ameaça, afirmou o primeiro-ministro Donald Tusk nesta quinta-feira, pouco antes da saída oficial.
A retirada torna-se efetiva no dia 20 de fevereiro de 2026. O governo pretende implementar o projeto East Shield para proteger as fronteiras com a Bielorrússia e o enclave russo de Kaliningrado.
Segundo o próprio Tusk, o país está finalizando o projeto de minas, considerado essencial para a segurança do território. Em dezembro, o vice‑ministro da Defesa, Pawel Zalewski, disse que Varsóvia retomaria a produção de minas antipessoal pela primeira vez desde a Guerra Fria, com possível exportação para a Ucrânia.
Contexto
O processo de saída da Convenção de Ottawa começou em agosto de 2025 e seguirá um período de desfiliação de seis meses, encerrando-se em 20 de fevereiro de 2026. A decisão acompanha movimentos de outros países europeus que também deixaram o tratado. Varsóvia busca reforçar a defesa em fronteiras sensíveis à atuação russa e a cooperação com parceiros na região.
Entre na conversa da comunidade