- A Justiça da Coreia do Sul condenou o ex-presidente Yoon Suk-yeol à prisão perpétua por liderar uma insurreição e impor a lei marcial em dezembro de 2024.
- O juiz Ji Gwi-yeon afirmou que o crime de liderar a insurreição está provado, incluindo a mobilização de forças militares e policiais para tomar o parlamento e estabelecer poder irrestrito.
- A pena de morte, pedida pela acusação, não foi aplicada; analistas indicam que Yoon pode recorrer da sentença.
- O mesmo tribunal já havia condenado Yoon, em 16 de janeiro, a cinco anos de prisão pela imposição da lei marcial, e deverá anunciar as sentenças dos demais processados em breve.
- Yoon foi o primeiro presidente em exercício a ser detido na Coreia do Sul; ele foi destituído pelo Tribunal Constitucional em abril, levando a eleições vencidas por Lee Jae-myung.
O Tribunal Distrital Central de Seul condenou o ex-presidente Yoon Suk-yeol à prisão perpétua sob a acusação de liderar uma insurreição e impor ilegalmente a lei marcial em dezembro de 2024. A decisão foi lida pelo juiz Ji Gwi-yeon, que afirmou que o crime de insurreição ficou comprovado.
A sentença aponta que Yoon mobilizou forças militares e policiais para tomar o parlamento, em uma ação coordenada com apoiadores liberais, com o objetivo de prender políticos e consolidar poder. O veredito também o responsabiliza por ordenar a lei marcial sem respaldo legal.
O Ministério Público havia pedido a pena de morte, argumentando que as ações representavam uma ameaça grave à democracia sul-coreana. Analistas ouvidos pela imprensa destacaram que o réu deve provavelmente recorrer.
Desdobramentos judiciais
Ainda no mesmo processo, o tribunal considerou o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun culpado, com decisão a ser anunciada junto com as sentenças dos demais réus. O andamento marca o fechamento de oito julgamentos criminais envolvendo o caso.
Em 16 de janeiro, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão pelo mesmo tribunal pela imposição da lei marcial. A decisão ocorreu durante a primeira apreciação de um conjunto de acusações contra ele.
O líder havia exibido resistência durante a operação policial de detenção, que ocorreu em janeiro de 2025 após semanas de cerco à residência oficial em Seul. Foi o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido.
Em 3 de dezembro de 2024, Yoon anunciou a imposição da lei marcial, enviando tropas ao Parlamento. Horas depois, a suspensão do decreto foi aprovada pelos deputados, que retomaram o controle da sessão legislativa.
A destituição ocorreu em abril de 2025, quando o Tribunal Constitucional afastou Yoon do cargo, levando a eleições que venceria Lee Jae-myung, da oposição de esquerda. A decisão ampliou o debate sobre a integridade institucional no país.
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