- Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, foi detido pela polícia para investigar possível crime de má conduta em cargo público, relacionado ao seu papel como enviado comercial do governo britânico, questionado na quinta-feira, em seu 66º aniversário.
- A apuração envolve a suspeita de ter repassado documentos governamentais a Jeffrey Epstein; ele nega qualquer irregularidade e disse lamentar a “associação imprudente” com o falecido condenado.
- O caso já vinha acompanhado de controvérsias anteriores, incluindo uma ação movida por Virginia Giuffre, que o acusou de abuso sexual na adolescência em propriedades ligadas a Epstein; Giuffre faleceu por suicídio três anos depois.
- O histórico público de Mountbatten-Windsor inclui passagem pela Marinha, casamento com Sarah Ferguson e, no passado, perda de títulos e funções reais após vínculos com Epstein; em 2022 houve pagamento não divulgado para settle de ação nos EUA.
- O rei Charles III afirmou que a lei deve ser seguida e que, se houver acusações formais, elas devem tramitar normalmente.
Andrew Mountbatten-Windsor foi preso por investigadores que apuram se ele cometeu crime ao supostamente vazar documentos do governo para Jeffrey Epstein. A prisão ocorreu na quinta-feira, Dia de seu sexótimo sexto aniversário, em meio a apurações sobre conduta inadequada no exercício de função pública como enviado comercial britânico.
A polícia questiona o ex-príncipe sobre supostos desvios de conduta em cargo público ligado à sua atuação diplomática. Ele nega envolvimento e já afirmou arrepender-se de uma associação considerada inadequada com o falecido condenado por crimes sexuais nos EUA.
Andrew é filho mais novo do rei Charles III e teve trajetória militar de 22 anos, além de ter atuado como enviado especial de Comércio e Investimento. A avaliação é de que, se houver indiciamento, pode enfrentar consequências penais.
Contexto familiar e carreira
Nascido em Buckingham Palace, ele também ficou conhecido pelo casamento com Sarah Ferguson, encerrado em 1996. O casal teve duas filhas, Beatrice e Eugenie, e manteve vínculos após a separação.
O vínculo com Epstein ganhou destaque após a década de 2000. A associação levou a mudanças em títulos e ocupações reais, com a retirada de privilégios e funções públicas nos anos recentes. A família real britânica enfatiza que a lei deve seguir seu curso.
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