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Rushdie assina carta com 170 signatários sobre saída da liderança do Barbican

Mais de 170 figuras culturais assinam carta aberta ao Barbican, questionando a saída de Devyani Saltzman e o impacto da mudança de liderança artística

Devyani Saltzman and Salman Rushdie: the letter expressed ‘profound disappointment and alarm’ at Saltzman’s departure from the Barbican.
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  • Mais de 170 figuras culturais assinam carta aberta ao Barbican, expressando preocupação com a saída de Devyani Saltzman, diretora de artes, anunciada para maio; entre os signatários estão Salman Rushdie, Anoushka Shankar e Nitin Sawhney.
  • Saltzman foi nomeada em fevereiro de 2024 e apresentou uma visão criativa de cinco anos para o Barbican; a confirmação de sua saída ocorre semanas após a chegada do novo CEO, Abigail Pogson.
  • Os signatários dizem que a decisão levanta questões sobre o compromisso do Barbican com liderança de origem global majoritária no mais alto escalão da instituição.
  • Não há planos de substituição para o cargo; a carta pede esclarecimentos sobre a suposta retirada formal da função e sobre como a liderança artística será configurada, além de dados sobre diversidade no alto escalão e na governança.
  • O Barbican informou que não pode comentar questões de pessoal; o presidente William Russell reiterou a confidencialidade e encaminhou-se à nota de imprensa que celebra a contribuição de Saltzman.

Salman Rushdie e mais de 170 figuras culturais assinam carta aberta ao Barbican para expressar preocupação com a saída da diretora de artes Devyani Saltzman. A movimentação ocorre poucos meses após a chegada do novo CEO, Abigail Pogson, à instituição em Londres.

Saltzman, que assumiu em fevereiro de 2024, deixará o Barbican em maio. Não há planos de substituição imediata para o cargo, que ficou marcado por sua atuação como rosto público da organização e pela apresentação de uma visão criativa de longo prazo. A saída coincide com mudanças de liderança e gerou questionamentos sobre o compromisso com liderança global de origem diversa.

Entre os signatários estão Salman Rushdie, o cineasta John Akomfrah, o escritor Pankaj Mishra e a musicista Anoushka Shankar. O grupo enfatizou que a decisão envolve uma instituição pública, financiada e confiada pela cidade, com impactos setoriais e comunitários. Eles pedem clareza sobre se o cargo foi formalmente excluído e sobre os critérios de governança.

Open letter e desdobramentos

O grupo solicitou transparência sobre os processos que levaram à decisão e como ficará a liderança artística do Barbican. Também pedem dados públicos sobre a diversidade entre os altos cargos da instituição. O Barbican afirmou não poder comentar questões de pessoal de modo individual, mantendo o silêncio sobre o caso.

A presidência do Barbican, representada pelo chair William Russell, não detalhou o caso, remetendo-se a um comunicado público que celebra a contribuição de Saltzman. Nos últimos anos, a instituição passou por diversas mudanças administrativas, incluindo controvérsias anteriores sobre acusações de racismo institucional.

Saltzman tornou-se uma das figuras mais visíveis do Barbican, defendendo a necessidade de liderança que reflita a diversidade de Londres. Em 2024, ela falou sobre a expectativa de uma nova geração de liderança que mude o modelo atual. A instituição foi procurada para comentar, mas não houve resposta imediata.

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