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Tunísia prende parlamentar por oito meses por debochar do presidente

Líder parlamentar Ahmed Saidani é condenado a oito meses de prisão por posts que ironizaram o presidente Kais Saied, em meio à repressão a críticos

Tunisia's President Kais Saied attends his swearing-in ceremony for his second term at the parliament in Tunis, Tunisia October 21, 2024. REUTERS/Zoubeir Souissi/File Photo
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  • Um tribunal tunisiano condenou o deputado Ahmed Saidani a oito meses de prisão por posts nas redes sociais que satirizavam o presidente Kais Saied.
  • Saidani foi preso neste mês após descrever o presidente como “comandante supremo de esgoto e drenagem de água da chuva” em um post no Facebook.
  • O caso é visto por opositores como sinal de intensificação da repressão a críticos e dissidência.
  • Saied exerce o poder por decreto desde a dissolução do parlamento em 2021; organizações de direitos humanos e críticos dizem que há concentração de poder, enquanto o governo afirma aplicar a lei.

A Tunísia condenou o deputado Ahmed Saidani a oito meses de prisão por posts nas redes sociais que ridicularizavam o presidente Kais Saied. A decisão foi anunciada em Tunis nesta quinta-feira.

A acusação aponta insultos por meio de redes de comunicação. Saidani foi preso ainda neste mês após uma publicação no Facebook em que chamou Saied de “comandante supremo de esgoto”, entre outras críticas.

Um colega, Bilel Mechri, disse que a decisão viola a lei e viola as instituições, questionando como o parlamento pode fiscalizar o executivo diante de uma prisão por vistas críticas.

Saidani foi eleito no fim de 2022, em meio a baixa participação, após Saied dissolver o parlamento anterior e derrubar o governo em 2021.

Saied passou a governar por decreto, movimento criticado pela oposição como golpe. A maioria dos oposicionistas, jornalistas e críticos tem sido preso desde então, segundo organismos de direitos humanos.

Segundo grupos de direitos humanos, Saied consolidou um governo centralizado, levando a Tunísia a ser descrita como um país com restrições a opositores. Saied afirma aplicar a lei e limpar o país.

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