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Acusações de suborno provocam confrontos entre polícia e manifestantes na Albânia

Confrontos em Tirana entre polícia e manifestantes elevam tensão política após acusações de corrupção envolvendo a vice-primeira-ministra Belinda Balluku

Coalition of the Willing Summit in Paris
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  • Em Tirana, polícia usou gás lacrimogênio e carro-pipa contra manifestantes da oposição que exigem a renúncia do governo, após acusações de corrupção contra a vice-primeira-ministra Belinda Balluku.
  • Manifestantes lançaram bombas de combustível e sinalizadores contra o gabinete do primeiro-ministro Edi Rama; a polícia respondeu.
  • Balluku foi indiciada por supostamente favorecer empresas em licitações de grandes obras, acusações que ela nega.
  • A Justiça suspendeu Balluku, e o Ministério Público Especial pediu à Assembleia que retire a imunidade para permitir a prisão.
  • Rama e o Partido Socialista têm maioria no parlamento, mas ainda não está claro quando a imunidade será discutida; a União Europeia exige mais combate à criminalidade e à corrupção para avançar.

TIRANA foi palco de confrontos entre polícia e manifestantes na sexta-feira, quando agentes usaram gás lacrimogênio e carros-pás de água para dispersar uma oposição que exige a renúncia do governo albanês. As circunstâncias envolvem alegações de corrupção ligadas à vice-primeira-ministra Belinda Balluku.

Os manifestantes atacaram o gabinete do primeiro-ministro Edi Rama com artefatos explosivos e fogos de artifício, enquanto a polícia recuava com o uso de gás e meios de contenção. Milhares de apoiadores do Partido Democrático confrontaram as forças de segurança.

Balluku foi suspensa por uma corte anti-corrupção, após denúncia de uma unidade de acusação especial que a,intimede por suposta interferência em licitações de grandes obras de infraestrutura e favorecimento a determinadas empresas. Balluku nega as acusações.

O Parlamento ainda não definiu se a imunidade da vice-primeira-ministra será retirada para viabilizar uma eventual prisão. Rama, no poder desde o ano passado, sustenta que o sistema judicial tem excessos, enquanto a oposição sustenta a necessidade de responsabilização.

A tensão política ocorre em meio a metas de adesão à União Europeia para 2030, com Bruxelas condicionando avanços ao combate à criminalidade e à corrupção. Rama garante governabilidade, mas o impasse sobre Balluku persiste.

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