- O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas alertou que a ajuda alimentar e nutricional em Somália pode parar até abril sem novo financiamento.
- Cerca de 4,4 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar em nível de crise, com quase 1 milhão em fome severa.
- A extensão do problema é fruto de secas repetidas, conflitos e queda de financiamento humanitário.
- A WFP já reduziu a assistência de 2,2 milhões de pessoas para pouco mais de 600 mil, incluindo programas de nutrição para gestantes, lactantes e crianças pequenas.
- A organização busca 95 milhões de dólares para manter operações de março a agosto e evitar consequências humanitárias, de segurança e econômicas.
Internos deslocados em Mogadíu sofrem com a possibilidade de interrupção da ajuda alimentar na Somália. A OMP (WFP) afirma que a assistência alimentar e nutricional pode parar até abril se não houver novo aporte financeiro, colocando milhões em risco. A situação ocorre em meio a secas recorrentes, conflitos e queda de doações.
A agência informa que cerca de 4,4 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar em nível de crise, com quase um milhão em fome severa. Segundo a WFP, o agravamento é resultado de falhas nas chuvas, violência e financiamento humanitário em declínio.
A Somália declarou emergência de seca em novembro, após várias temporadas de chuvas abaixo da media. Países da região também sofreram impactos, aumentando a pressão sobre a ajuda humanitária.
Escassez de recursos e alcance da redução
A WFP disse ter reduzido o atendimento de 2,2 milhões para pouco mais de 600 mil pessoas neste ano, devido à carência de recursos. Programas nutricionais para gestantes, lactantes e crianças pequenas também foram fortemente reduzidos.
A organização destaca que o rompimento total da assistência traria consequências devastadoras para a população, com reflexos que podem se estender além das fronteiras da Somália. O pedido de financiamento urgente é de 95 milhões de dólares para sustentar operações entre março e agosto.
Origem do pedido e próximos passos
Ross Smith, diretor de emergências da WFP, afirmou que a deterioração é preocupante e que a falta de apoio emergencial agrava a crise já existente. A agência negocia recursos adicionais para evitar uma reversão dos ganhos recentes na luta contra a fome.
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