- Na sexta-feira, ataque militar dos Estados Unidos a um barco suspeito de contrabando de drogas no Pacífico leste deixou três homens mortos; foi o segundo ataque da semana.
- O total de pessoas mortas em operações americanas contra barcos suspeitos de tráfico desde setembro chega a pelo menos 148.
- Um vídeo de 16 segundos divulgado pelo Comando Sul mostra o momento do ataque, com o barco pegando fogo após a ofensiva.
- Não houve baixas entre tropas dos Estados Unidos, segundo o Comando Sul, que está sob o comando do general Francis Donovan.
- A ação levanta questionamentos sobre legalidade, com críticos dizendo que pode haver violência extrajudicial; a operadora envolve o aumento de forças na região durante a administração Trump.
O Exército dos EUA realizou um ataque naval neste fim de semana contra um barco suspeito de tráfico de drogas no Pacífico Leste, resultando na morte de três homens. O ataque ocorreu nesta sexta-feira, marcando a segunda ofensiva da semana.
Segundo o Comando Sul dos EUA, a embarcação foi identificada como parte de rotas conhecidas de narco trafico na região e estaria envolvida em operações de tráfico. Não houve relatos de baixas entre as forças americanas.
A ofensiva eleva para 148 o total de pessoas mortas em ataques de forças americanas contra barcos suspeitos desde setembro. No início da semana, outro ataque matou 11 pessoas, entre as mais letais deste ano.
Um clipe de 16 segundos divulgado pelo Comando Sul mostra o momento do ataque, com o barco pegando fogo após o impacto. O Comando Sul ainda não respondeu a pedidos adicionais de informações.
O ataque integra uma estratégia de aumento de presença militar na região, segundo autoridades do governo norte-americano, que afirmam buscar interceptar traficantes de drogas. A legalidade dessas ações tem gerado debates entre legisladores e especialistas.
Parte das críticas vem de organizações de direitos civis, que apontam riscos de uso excessivo da força e destacam que civis podem ser vítimas em operações visando barcos de tráfico. ACLU e outras entidades têm questionado o enquadramento legal dessas ações.
O general Francis Donovan assumiu recentemente o comando do Comando Sul, após a saída abrupta do almirante Alvin Holsey, segundo relatos de imprensa. A mudança ocorreu em meio a divergências sobre a política de ataques.
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