- Espanha pediu à União Europeia que retire as sanções impostas à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após aprovação de uma lei de amnistia limitada para certos prisioneiros.
- A amnistia foi aprovada pela Assembleia Legislativa, controlada pelo governo, e grupos de direitos humanos dizem que beneficia prisioneiros políticos.
- Rodríguez assumiu o poder no mês passado após a saída dos Estados Unidos de Nicolás Maduro e liberou centenas de pessoas para normalizar as relações, conforme exigência da administração Trump.
- O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que sanções devem servir para viabilizar um diálogo amplo, pacífico e democrático.
- A Comissão Europeia disse estar pronta a usar ferramentas à disposição para apoiar a transição democrática na Venezuela; as sanções da UE foram impostas desde 2017 e incluem medidas contra autoridades venezuelanas.
O ministro espanhol das Relações Exteriores pediu à União Europeia que retire as sanções impostas a Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, após a aprovação de um projeto de amnistia para certos prisioneiros. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, em Madrid, visando a normalização das relações entre os dois países.
Rodríguez assumiu o poder no mês passado após a saída do presidente Nicolás Maduro, segundo o registro de autoridades. Ela tem sinalizado alinhamento com demandas da administração de Trump, inclusive sobre vendas de petróleo, e liberou centenas de pessoas classificadas por grupos de direitos humanos como prisioneiros políticos.
Albares disse que as sanções devem servir para facilitar um diálogo amplo, pacífico e democrático. Em Barcelona, ele afirmou que a UE pode enviar um sinal de que o país está em um caminho positivo na nova fase. O contato rodou em torno do objetivo de transição política.
Contexto das sanções
A UE impôs sanções a Venezuela em 2017, incluindo embargo a armas e restrições a equipamentos de vigilância. Em 2018, ampliou as medidas para 11 altos dirigentes, incluindo Rodríguez, sob acusações de violações de direitos humanos e de minar a democracia.
Ao aprovar o projeto de amnistia, o Legislativo venezuelano, dominado pelo governo, foi reivindicado por grupos de direitos humanos como insuficiente para aliviar centenas de prisioneiros políticos. Caracas nega que haja prisioneiros políticos e afirma que os detidos cometeram crimes.
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