- O embaixador dos Estados Unidos em Nova Délhi, Sérgio Gor, disse haver negociações ativas para a possível venda de petróleo venezuelano à Índia.
- A Venezuela era um dos principais fornecedores de petróleo bruto da Índia antes das sanções impostas pelos EUA ao governo venezuelano.
- As negociações ocorrem em meio aos esforços da Índia de reduzir a dependência do petróleo russo, dentro de uma linha de negociação comercial com Washington.
- Segundo Gor, o acordo comercial provisório poderia levar a Índia a comprar mais petróleo dos Estados Unidos e da Venezuela, informando-se à margem de uma cúpula sobre inteligência artificial em Nova Délhi.
- O uso de tarifas pelos EUA contra a Índia vem sendo discutido no contexto do possível acordo; Gor afirmou que haveria redução de tarifas para 18% em parte do acordo, contribuindo para diversificar compras de energia.
A Administração dos Estados Unidos mantém negociações com a Índia para a possível compra de petróleo venezuelano, informou o embaixador americano em Nova Délhi, Sergio Gor, nesta sexta-feira 20. O objetivo é diversificar fornecedores, em meio a tensões comerciais.
A Venezuela já foi fornecedora relevante de petróleo bruto para a Índia. As conversas ocorrem num momento em que Washington busca reduzir a dependência de energia russa e manter pressão sobre Caracas.
Segundo Gor, as negociações estão ativas e o anúncio pode chegar em breve, sem indicar detalhes sobre volumes ou condições. Ele falou durante a participação em uma cúpula em Nova Délhi.
Contexto das sanções e relações comerciais
O governo dos EUA impôs sanções que afetam a indústria venezuelana desde a gestão anterior, buscando compelir Caracas a abrir seus campos para empresas privadas. As negociações com a Índia acontecem paralelo a acordos comerciais com Washington.
A fronteira entre interesses energéticos da Índia e as pressões dos EUA envolve também a diversificação de fornecedores para reduzir riscos de fornecimento. O objetivo norte-americano é evitar que a Índia adquira petróleo russo.
Gor afirmou que o acordo provisório de comércio com a Índia poderia incluir redução de tarifas sobre alguns produtos, mantendo o eixo de cooperação econômica entre os dois países. O tom foi de cautela e foco em fatos.
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