- Lula disse, em entrevista a um site indiano, que “dois homens de 80 não têm de brigar” ao falar de Donald Trump.
- Ele confirmou que deve se encontrar com Trump em Washington, em março, e reafirmou que não quer uma guerra entre os dois países.
- O presidente afirmou que negotiará sem discutir a soberania do Brasil e que não aplicou reciprocidade porque confia na capacidade de negociação do Brasil.
- Nos EUA houve tarifa de até 50% sobre produtos brasileiros; parte foi revogada, e a Suprema Corte derrubou trecho do tarifaço, o que pode favorecer o Brasil.
- Lula busca ampliar o acordo Mercosul-Índia e discutir minerais críticos e terras raras, em viagem iniciada após o Carnaval.
Em entrevista a um site de notícias indiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que dois homens de 80 não precisam brigar, fazendo referência ao presidente dos EUA, Donald Trump. A declaração foi publicada após Lula confirmar a possibilidade de encontro com Trump em Washington, previsto para março.
Lula disse que pretende negociar sem abrir mão da soberania brasileira e que está disposto a discutir questões com Trump, mas sem ceder em valores fundamentais do país. O presidente também citou a importância de evitar confrontos no cenário internacional.
O contexto envolve alterações tarifárias promovidas pelos EUA sobre produtos brasileiros. Trump chegou a reduzir parte da tarifa incidente sobre café, carne e banana, mas a Suprema Corte dos EUA derrubou parte do tarifaço, o que pode favorecer o Brasil. A expectativa no Planalto é de que o encontro de março amplie o entendimento bilateral.
Encontros, tarifas e diplomacia
Segundo Lula, a negociação com Trump não envolve confiança cega nem recíproca automática, mas busca soluções que sirvam de exemplo ao mundo. Ele mencionou que não aplicou reciprocidade automática e que prioriza a capacidade de negociação do Brasil.
Durante a entrevista, o presidente também comentou sobre a reunião de Brics por videoconferência, ocorrida quando Trump anunciou tarifas para diversos países. Em viagens recentes, Lula esteve em Nova Deli, após o Carnaval, com a meta de avançar acordos no Mercosul–Índia e debater minerais críticos e terras raras.
O governo brasileiro, por sua vez, aponta para impactos positivos caso haja redução de tarifas ou ampliação de acordos comerciais com os EUA, especialmente em setores estratégicos. A negociação entre Brasil e EUA permanece.
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