- A Organização das Nações Unidas criou o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, com quarenta especialistas, para avaliar impactos e estratégias da IA.
- O governo dos Estados Unidos rejeita integralmente uma governança global da IA, segundo o conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou que, sem ação coletiva, a IA pode aprofundar desigualdades históricas.
- O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que a IA deve ser usada para o bem comum mundial durante a cúpula em Nova Délhi.
- Nova Délhi espera mais de duzentos bilhões de dólares em investimentos nos próximos dois anos; a próxima cúpula sobre IA será em Genebra, no primeiro semestre de 2027.
O secretário-geral da ONU anunciou a criação de uma comissão para o controle humano da inteligência artificial, apresentada durante a cúpula em Nova Délhi. A proposta recebeu oposição do governo dos Estados Unidos, que rejeita uma governança global da IA.
A nova estrutura, chamada Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, terá status consultivo e buscará avaliar impactos, riscos e estratégias regulatórias, seguindo o modelo do IPCC para mudanças climáticas.
Na pauta, a ONU busca promover decisões com base em evidências, evitando exageros. Em Nova Délhi, António Guterres ressaltou que a governança científica pode tornar a IA mais segura e amplamente distribuída, sem frear o progresso.
Envolvidos e posições
O governo dos EUA mostrou firme oposição à governança global da IA, afirmando que a adoção tecnológica não deve ficar sob controle centralizado. A Casa Branca defende que avanços devem ocorrer com flexibilidade de mercados e inovação.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, participou por videoconferência e alertou sobre o aprofundamento das desigualdades sem cooperação internacional. Ele pediu ação coletiva para evitar concentrações de poder.
O encontro em Nova Délhi é a quarta edição anual de uma cúpula dedicada à IA. A Índia busca ampliar liderança no setor e atrair investimentos para o país, com expectativas de centenas de bilhões de dólares nos próximos anos.
Desdobramentos e próximos passos
A cúpula prevê uma declaração conjunta, ainda sem consenso claro, e uma próxima edição em Genebra no primeiro semestre de 2027. Participaram representantes de governos, empresas e organizações internacionais.
Entre os temas discutidos estiveram proteção de crianças, impactos no emprego e acesso global às ferramentas de IA. O debate também abordou governança, riscos e estratégias de mitigação baseadas em risco.
Embora haja apoio à ciência como base de políticas, especialistas destacam que acordos concretos ainda dependem de negociações aprofundadas. O objetivo é ampliar a cooperação internacional sem frear a inovação.
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