- Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na quinta-feira, seu 66º aniversário, sob suspeita de má conduta em cargo público por supostamente enviar documentos confidenciais do governo a Jeffrey Epstein.
- Na sexta, a polícia realizou buscas na antiga mansão no Wood Farm, no complexo Sandringham, e em outra residência em Windsor, onde ele já morou.
- Ele foi liberado sob investigação após ficar detido por mais de dez horas; não há acusações formais até o momento.
- O rei Charles III afirmou que a lei deve seguir seu curso e destacou o uso adequado dos processos legais, após a notícia da prisão.
- A investigação envolve relatos de que Mountbatten-Windsor teria encaminhado para Epstein relatórios governamentais britânicos sobre oportunidades de investimento no Afeganistão e avaliações de países como Vietnã e Singapura.
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi alvo de buscas da polícia na manhã de sexta-feira, em meio a uma investigação por suposta violação de deveres públicos. A ação ocorreu após ele ter sido detido na quinta, por mais de 10 horas, em aniversário de 66 anos, em conexão com alegações envolvendo envio de documentos confidenciais a Jeffrey Epstein.
Segundo as autoridades, ele permanece sob investigação, sem acusações formais até o momento. Em imagens divulgadas, o antigo membro da realeza aparecia no interior de um veículo Range Rover, com expressão marcada pela tensão após a libertação provisória.
A polícia registrou buscas em duas propriedades associadas ao passado do príncipe: Wood Farm, na propriedade Sandringham, no leste da Inglaterra, e outra residência no castelo de Windsor. Em Sandringham, seis carros sem identificação e oito oficiais em roupas civis participaram da operação.
Detalhes da investigação
As investigações miram supostos encaminhamentos de relatórios britânicos a Epsteinn, incluindo dados sobre oportunidades de investimento no Afeganistão e avaliações de países visitados pelo então representante comercial do governo. Epstein é condenado por crimes sexuais, tendo falecido em 2019.
Charles III rompeu com o irmão no ano passado, retirando-lhe o título de príncipe e afastando-o de sua residência. O rei afirmou, ao ser informado sobre a detenção, que a lei deve seguir seu curso, garantindo o devido processo.
Ainda não houve condenação, e as autoridades destacam que a detenção não implica culpa. Caso haja condenação por má conduta em cargos públicos, a pena máxima pode chegar à prisão perpétua, com julgamento na Crown Court.
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