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Sinais indicam possível ataque dos EUA contra o Irã

EUA reforçam presença no Oriente Médio com dois porta-aviões; Washington sinaliza possível ação caso Irã não chegue a acordo nos próximos dez dias

Donald Trump ameaça a República Islâmica governada por Ali Khamenei. Fotos: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / IRANIAN SUPREME LEADER OFFICE / AFP
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  • Trump disse que o Irã precisa fechar um acordo significativo com os EUA em até dez dias; caso contrário, poderia haver ações dos EUA, com reforço da presença militar no Oriente Médio, incluindo dois porta-aviões.
  • O Pentágono começou a retirar parte do pessoal da região, em direção à Europa e aos Estados Unidos, como medida preventiva frente a possíveis retaliações iranianas.
  • O USS Abraham Lincoln fica a cerca de setecentos quilômetros da costa iraniana; o USS Gerald R. Ford se aproximava do Estreito de Gibraltar para se unir à força no Mediterrâneo.
  • O Irã realizou exercícios com a Russia no Golfo de Omã e no Oceano Índico, com participação da Guarda Revolucionária, em meio a tensões regionais.
  • A Polônia pediu aos seus cidadãos no Irã que deixem o país; negociações entre EUA e Irã, mediadas por Omã, teriam registrado pequenos avanços em Genebra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou nesta quinta-feira 19 que o Irã precisa chegar a um acordo significativo nas negociações com Washington nos próximos dez dias. Caso contrário, afirmou que “coisas ruins acontecerão” e que os EUA poderiam agir para ampliar o pressure militar.

A força militar dos EUA no Oriente Médio ganhou reforços, com dois porta-aviões próximos à região, entre eles o USS Gerald R. Ford, que vinha do Caribe, onde participou da ação contra Nicolás Maduro. O Pentágono discute opções que podem incluir ataques contra alvos iranianos.

Trump também afirmou, em rede social, que o Irã pode enfrentar medidas para “erradicar” um possível ataque, citando a base de Diego Garcia e a pista de Fairford. A declaração ocorre em meio a atores diplomáticos buscando retomar negociações com Omã mediando.

O cenário inclui informações de reportagens que indicam retirada parcial de pessoal americano do Oriente Médio para a Europa e os EUA, como medida preventiva frente a riscos de retaliação iraniana.

Polônia elegeu alerta para cidadãos no Irã: o primeiro-ministro Donald Tusk pediu que poloneses deixem o país do Oriente Médio, destacando a possibilidade real de conflito armado e a dificuldade de retirada.

As negociações entre EUA e Irã, retomadas recentemente em Genebra com mediadores de Omã, registraram pequenos avanços segundo a Casa Branca, após episódios de tensão ligados à repressão de protestos no Irã.

No estreito entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, as Forças iranianas realizaram exercícios com a Rússia em sinal de coordenação militar, enquanto a Guarda Revolucionária participou de atividades com munição real, elevando o nível de alerta na região.

A frota americana no Oriente Médio inclui o USS Abraham Lincoln, nove destróieres e três navios de combate litorâneo, com o apeciado de mísseis Tomahawk e sistemas de defesa. O Lincoln fica a cerca de 700 quilômetros da costa iraniana.

A operação estratégica dos EUA é acompanhada de perto por autoridades e analistas, diante do risco de escalada envolvendo o Irã, Israel e bases americanas na região.

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