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Takaichi PM Japão alerta sobre coerção da China e promete reforma de segurança

Takaichi afirma coerção chinesa e define revisão de defesa, flexibilização de exportação militar e criação de conselho nacional de inteligência

Japan's Prime Minister Sanae Takaichi delivers her policy speech in the parliament, in Tokyo, Japan, February 20, 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
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  • Em seu primeiro discurso após a eleição, a primeira-ministra Sanae Takaichi alertou para coerção chinesa e informou planos de rever a estratégia de defesa e regras de exportação militar.
  • O governo pretende revisar os três documentos centrais de segurança neste ano, para criar uma nova estratégia de defesa e ampliar as vendas no exterior com regras de exportação de armamentos mais flexíveis.
  • Takaichi propõe um Conselho Nacional de Inteligência, presidido por ela, para consolidar informações de agências, polícia e Ministério da Defesa, além de criar um mecanismo japonês de screening de investimentos estrangeiros.
  • Serão revistas as regras de compra de terras por estrangeiros e fortalecidas as cadeias de suprimento para reduzir a dependência de países específicos, com foco na obtenção de materiais críticos junto de aliados e no entorno de Minamitori.
  • A premiê também prometeu acelerar a reinicialização de usinas nucleares paralisadas desde o tsunami de 2011 e elevar os gastos militares para 2% do PIB até o fim de março.

O primeiro-ministro japonês Sanae Takaichi alertou, em seu discurso inaugural no parlamento após as eleições, sobre a intensificação da coercitiva atuação da China e anunciou uma ampla reformulação de segurança. O governo pretende revisar a estratégia de defesa, flexibilizar regras de exportação militar e reforçar cadeias de suprimento. O pronunciamento ocorreu em Tóquio na sexta-feira.

Takaichi voltou a dizer que o Japão enfrenta o mais complexo ambiente de segurança desde a Segunda Guerra, citando o crescimento da atividade militar chinesa, o aprofundamento de laços com a Rússia e o aumento do потенциал nuclear da Coreia do Norte. Ela afirmou que o país precisa de respostas rápidas e coordenadas.

Ela detalhou que o governo vai revisar os três documentos básicos de segurança ainda neste ano, para produzir uma nova estratégia de defesa. Também planeja acelerar a avaliação de regras de exportação de defesa para ampliar vendas no exterior.

Reforma de defesa e exportações

A primeira-ministra também propôs a criação de um conselho nacional de inteligência, chefiado por ela, para consolidar informações entre órgãos como polícia e Defesa. O objetivo é melhorar a coordenação entre setores estratégicos.

Takaichi sugeriu ainda a criação de uma versão japonesa do CFIIUS, órgão de avaliação de investimentos estrangeiros, para fiscalizar entradas em setores sensíveis. Além disso, haverá revisão de regras sobre aquisição de terras por estrangeiros.

Ela ressaltou o reforço de cadeias de suprimento para reduzir dependência de determinados países e a atuação com aliados para assegurar materiais críticos, inclusive terras-raras, na região do Minamitori, ilha remota no Pacífico.

Energia e indústria de defesa

A chefe de governo indicou acelerar a retomada de usinas nucleares idled desde o desastre de Fukushima em 2011. O objetivo é ampliar a capacidade energética e reduzir riscos de dependência externa. Takaichi afirmou que o país precisa enfrentar desafios para ter um futuro estável.

Até o momento, o governo não informou o tempo estimado para a implementação das medidas nem detalhou os mecanismos de supervisão. O parlamento deve analisar as propostas com base em estudos técnicos e consultas com aliados regionais.

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