- A rede social X recorreu da multa de 120 milhões de euros imposta pela União Europeia por violar a Lei de Serviços Digitais (DSA).
- A sanção, anunciada em dezembro, puniu o X por enganar usuários com o selo de verificação azul e por não ser suficientemente transparente em publicidade e no acesso a dados internos para investigadores credenciados.
- A UE considerou que a plataforma não cumpriu as obrigações da DSA, a primeira sanção nesse eixo regulatório.
- Um porta-voz da UE afirmou que a Comissão Europeia foi informada do recurso e está pronta para defender a decisão no tribunal.
- O histórico envolve a mudança do selo azul, que antes era de verificação de identidade, para assinatura paga após a aquisição de Elon Musk, e a UE continua investigando o X por conteúdos ilegais e manipulação de informação, incluindo uma nova investigação sobre imagens geradas por Grok.
A rede social X, controlada por Elon Musk, recorreu nesta sexta-feira (20) da multa de 120 milhões de euros imposta pela União Europeia. O valor corresponde a cerca de 741 milhões de reais e foi aplicado em dezembro, por infrações à Lei de Serviços Digitais (DSA).
A UE alegou que o X enganou usuários com o sistema de selo de verificação azul e não ofereceu transparência suficiente sobre publicidade. Também apontou falhas no acesso a dados internos por investigadores credenciados.
Segundo a Comissão Europeia, as sanções são parte de uma ação para garantir conformidade com a DSA, adotada para combater conteúdos ilegais e perigosos online. A UE afirmou que a decisão pode ser contestada judicialmente.
A defesa do X afirma que a investigação foi incompleta e com erros de procedimento, citando uma interpretação excessiva das obrigações da DSA e violação de direitos de defesa. A Comissão Europeia disse que está preparada para defender a decisão no tribunal.
Antes da compra por Musk, quando ainda era Twitter, a plataforma concedia o selo azul após verificação de identidade. Com a transição para X, o selo passou a ser reservado a assinantes pagos, o que, segundo a UE, pode induzir usuários ao erro.
Além desse caso, a UE continua investigando o X por disseminação de conteúdos ilegais e manipulação de informações. Em janeiro, a UE abriu nova apuração pela veiculação de imagens geradas por inteligência artificial com menor de idade e mulheres nuas, associadas ao assistente Grok.
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