- Brasil e Índia assinaram um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciado durante a visita em Nova Délhi, no sábado, 21.
- O entendimento amplia a cooperação em tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o acordo avança a parceria estratégica e reforça a colaboração em energia renovável e transição energética; o primeiro-ministro Narendra Modi destacou a criação de cadeias de suprimento resilientes.
- O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos; a Índia busca reduzir a dependência da China por meio de produção interna, reciclagem e diversificação de fornecedores.
- O comércio bilateral superou US$ 15 bilhões em 2025, com meta de chegar a US$ 20 bilhões até 2030; Lula segue para a Coreia do Sul após a cúpula na Índia.
Brasil e Índia firmaram neste sábado um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciado em Nova Délhi pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro Narendra Modi. O objetivo é ampliar a cooperação em recursos usados em veículos elétricos, eletrônicos e aplicações militares. A assinatura ocorreu durante a visita de Lula à capital indiana.
O acordo visa fortalecer cadeias de suprimento para terras raras e minerais estratégicos, com foco em tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados. A iniciativa busca reduzir vulnerabilidades na cadeia produtiva global.
Segundo assessores, o entendimento representa avanço na parceria estratégica entre Brasil e Índia, com ênfase em energia renovável e transição energética. As duas partes ressaltam o papel dos minerais críticos na matriz tecnológica atual.
A reunião também tratou da expansão do comércio entre os países, que superou 15 bilhões de dólares em 2025. O Brasil é apontado como principal parceiro da Índia na América Latina, com perspectiva de atingir 20 bilhões até 2030.
Além disso, Lula chegou a Nova Délhi para participação em cúpula sobre inteligência artificial e, ao longo do dia, encontrou Modi para alinhar ações de cooperação bilateral e de cooperação energética.
No contexto regional, a Índia busca reduzir dependência da China investindo na produção interna, reciclagem e diversificação de fornecedores. O Brasil detém uma das maiores reservas globais de terras raras e minerais críticos.
Após a agenda na Índia, Lula deve seguir para a Coreia do Sul, onde participará de reuniões oficiais e de um fórum empresarial. A viagem ocorre em meio a esforços para ampliar trocas comerciais e investimentos entre os dois países.
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