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Brasil e Índia fecham acordo sobre minerais críticos e terras raras

Brasil e Índia firmam acordo sobre minerais críticos; empresas indianas poderão adquirir ativos no Brasil com isenção de impostos, mirando US$ 30 bilhões em comércio até 2030

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi antes da reunião em Nova Délhi, na Índia, sobre minerais críticos e terras raras. (Foto: EFE/EPA/HARISH TYAGI)
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  • Brasil e Índia assinam acordo de investimentos e cooperação técnica em minerais críticos e terras raras, com foco em lítio, nióbio e terras raras.
  • Assinatura ocorreu em Nova Délhi; o acordo busca assegurar insumos estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia, fortalecendo a agenda climática e energética global.
  • A Índia opera a “Missão de Minerais Críticos”, que prevê isenção tributária para a importação de 25 minerais considerados essenciais, visando ampliar sua cadeia de suprimentos e competitividade frente à China.
  • Na prática, empresas indianas poderão adquirir participações em ativos de mineração no Brasil e importar matérias-primas com isenção; o Brasil detém cerca de noventa por cento da produção mundial de nióbio e a terceira maior reserva de terras raras.
  • A meta de comércio bilateral foi revisada para sessenta bilhões de dólares até 2030; em 2025 o comércio já havia superado quinze bilhões de dólares, e houve extensão de vistos de turismo e negócios de cinco para dez anos.

O Brasil e a Índia formalizaram neste sábado (21) um acordo de cooperação e investimento em minerais críticos e terras raras. A assinatura ocorreu durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro Narendra Modi, em Nova Délhi. O objetivo é assegurar insumos estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia, como terras raras, lítio e nióbio.

A parceria visa fortalecer cadeias de suprimentos e ampliar a presença de ambos os países na agenda climática e energética global. Lula ressaltou que a cooperação coloca Brasil e Índia de forma mais ativa nesse eixo, destacando o papel dos minerais estratégicos nas tecnologias do futuro.

Modi descreveu o acordo como etapa relevante para estruturas de abastecimento mais resilientes, principalmente em áreas como inteligência artificial, supercomputação e semicondutores. Ele mencionou investimentos recentes no setor tecnológico indiano e afirmou que a cooperação é inclusiva.

O que acontece na prática

O acordo permite que empresas indianas adquiram participações em ativos de mineração no Brasil e ingressem matérias-primas com isenção de impostos, fortalecendo a presença indiana na América Latina. O Brasil, responsável por cerca de 90% da produção mundial de nióbio e por grandes reservas de terras raras, passa a ocupar posição estratégica nos planos da Índia.

As metas de comércio bilateral foram revistas, com objetivo de atingir US$ 30 bilhões até 2030. Em 2025, o intercâmbio já tinha superado US$ 15 bilhões. Também foi acordada a extensão de vistos de turismo e negócios de cinco para dez anos para facilitar negócios.

Contexto e desdobramentos

Paralelamente, a Índia negocia um acordo comercial com o Chile para ampliar o acesso ao lítio, parte de uma estratégia de diversificação de fornecedores e de colaboração na América Latina para atender ao mercado asiático. A iniciativa busca garantir o fluxo de matérias-primas destinadas à indústria tecnológica indiana.

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