- Em 2019, a Polícia Federal prendeu o brasileiro que administrava cinco dos maiores fóruns de abuso sexual infantil na dark web, usados por quase 2 milhões de usuários no mundo.
- A prisão foi mantida em sigilo para evitar que outros abusadores fugissem, já que os servidores do criminoso permitiram desvendar atividades de muitos suspeitos.
- Twinkle, colaborador português, era do fórum BabyHeart, controlado por Lubasa; a prisão ocorreu em Portugal, e ele sabia quem era o “chefão”. Twinkle cumpre 21 anos de prisão.
- A operação resultou na apreensão de servidores e na identificação de centenas de usuários globalmente, com participação de policiais do Brasil, Estados Unidos, Rússia, Portugal e Interpol.
- A descoberta ajudou a resgatar um menino de sete anos na Rússia em 2020, após vigilância e cooperação internacional que levou à prisão de Dimitriy Kopylov.
Em 2019, a Polícia Federal prendeu um brasileiro que administrava cinco dos maiores fóruns de abuso infantil na dark web. A operação ocorreu após meses de investigação e contou com cooperação internacional.
O detido, conhecido na dark web como Lubasa, geria fóruns com quase 2 milhões de usuários em todo o mundo. A prisão foi mantida em sigilo para evitar a fuga de outros criminosos.
A investigação brasileira, apoiada por autoridades de outros países, deu início a uma série de desdobramentos que ajudaram a desarticular redes globais de abuso. A coalizão incluiu EUA, Portugal e Rússia.
A rede e a prisão de Twinkle
A prisão de Twinkle, principal colaborador de Lubasa, em Portugal, foi pivotal para identificar a origem dos conteúdos. Twinkle era administrador de BabyHeart, um dos fóruns mais violentos da dark web.
Twinkle entregava grande parte das imagens e vídeos de abusos, incluindo cenas de bebês, segundo relatos da coalizão. O português atuava em vários idiomas para dificultar a identificação.
Ao ser preso em casa, Twinkle estava ao lado de duas crianças. Os arquivos estavam enterrados numa floresta próxima, e o interrogatório indicou Lubasa como o “chefão” responsável. Twinkle cumpre 21 anos de prisão.
Os servidores que mantinham os fóruns foram apreendidos, revelando uma operação de grande porte. A coleta de dados envolveu várias polícias e a Interpol, para identificação de centenas de usuários.
A ligação com o caso russo
A partir dos arquivos apreendidos, a coalizão identificou sinais de um sequestro na Rússia, em 2020, de um menino de 7 anos. A busca intensa gerou uma reviravolta essencial para o desfecho do caso.
O usuário LBO, monitorado pela equipe, havia publicado fotos do menino. A cooperação entre o FBI, Interpol e autoridades russas levou à localização do sequestrador Dimitriy Kopylov.
Kopylov foi preso junto ao garoto, que foi devolvido aos pais. O sequestrador recebeu uma condenação de 19 anos de prisão. A operação também resultou em novas investigações de usuários.
Impacto e continuidade
Desde 2018, a delegada Rafaella Parca observa que cada prisão costuma abrir novas frentes de investigação. O trabalho contínuo da coalizão segue ajudando a resgatar vítimas e prender responsáveis.
Parca ressalta que a resposta criminosa muitas vezes gera novos casos, mantendo o ciclo ativo, mas com impactos diretos na vida de crianças e famílias. O trabalho permanece em andamento.
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