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Epstein reacende críticas à falha das autoridades dos EUA em detê-lo

Novos arquivos de Epstein reabrem debate sobre falhas das autoridades após vítima ter apresentado relato detalhado em 2011

Jeffrey Epstein and Ghislaine Maxwell in this undated photo released by the US justice department.
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  • Novo conjunto de arquivos de Epstein mostra que, em 2011, uma mulher descreveu abuso e participação de Maxwell, com um procurador federal presente por telefone durante o depoimento, repetindo acusações já conhecidas.
  • Ela relatou abusos no Palm Beach e tráfico para outros homens, além de mencionar que o pai dela trabalhava no Mar-a-Lago e a teria colocado em determinadas oportunidades.
  • Os fragmentos indicam que informações detalhadas foram repassadas às autoridades federais anos antes da reunião de 2016 entre advogados de Giuffre e o Ministério da Justiça, que não levou a ações.
  • Documentos indicam também que Andrew Mountbatten-Windsor apareceu no radar do FBI há cerca de quinze anos.
  • A entrevista de 2011 também descreve ameaças feitas por homens que pareciam possuir ligação com o FBI, além de relatos de Epstein e Maxwell sobre contatos com a vítima.

O Departamento de Justiça divulgou milhões de arquivos sobre Jeffrey Epstein, reacendendo as perguntas sobre por que as autoridades não atuaram antes mesmo de denúncias graves terem chegado aos seus ouvidos. A divulgação ocorre em meio a novos relatos sobre uma denúncia recebida em 1996.

Os documentos recentes mostram que, em 2011, uma mulher não identificada deu aos agentes do FBI um relato detalhado sobre os abusos de Epstein e de Ghislaine Maxwell, com a presença de um promotor federal ao telefone. O conteúdo foi registrado cinco anos após a mulher ter sido informada, de forma administrativa, sobre o acordo de tratamento facilitado de Epstein em 2008.

Ao longo dos arquivos, há menções a ações e investigações anteriores, incluindo a atenção do FBI a Andrew Mountbatten-Windsor, que teria surgido no radar das autoridades há cerca de 15 anos. Reports indicam ainda que agentes questionaram a denunciantes na Embaixada dos EUA em Sidney, em março de 2011.

A divulgação também detalha a relação entre Epstein e Maxwell, além de relatos de outras vítimas que descrevem abusos ocorridos no final dos anos 1990, com alegações de tráfico e participação de terceiros. Uma das vítimas, cujo nome aparece de forma protegida nos documentos, descreveu a captura de fotos abusivas feitas por Epstein.

Entre os elementos do material, consta ainda a menção a Maria Farmer, trabalhadora contratada por Epstein em 1996, que relatou à FBI o suposto desvio de fotos de suas irmãs. O relatório descreve ameaças recebidas pela vítima caso contasse detalhes sobre o material.

A cronologia dos documentos aponta que Epstein foi libertado sob regime de trabalho após uma acusação de prostituição envolvendo menor de idade, ainda antes de ser preso em 2019. A informação também cita ações da Virgin Islands Lawsuit, que alega tráfego e abuso de menores no Caribe até 2018, com registros de voos envolvendo Epstein.

A defesa de diversas vítimas questiona por que as informações de 2011 não resultaram em ações contundentes que evitassem novos abusos. Procurados, o FBI e o Departamento de Justiça não forneceram comentários imediatos sobre desdobramentos das entrevistas daquela época.

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