- Lula classificou a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos como “inaceitável” e disse não haver justificativa para a operação.
- Em entrevista à India Today, ele defende que, se Maduro for julgado, o processo deveria ocorrer em seu país, criticando a interferência externa.
- A declaração ocorre durante a visita de Lula à Índia, em meio à repercussão da intervenção militar em Caracas, que levou Maduro para fora da Venezuela no início de janeiro.
- A sucessora de Maduro, Delci Rodríguez, assinou acordos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo exploração de petróleo por empresas americanas e libertação de presos políticos.
- Lula afirma que o episódio fere a soberania venezuelana e cria precedente perigoso; destaca a importância da democracia no país e ressalta o debate internacional sobre jurisdição extraterritorial e a ideia de América do Sul como zona de paz.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como inaceitável a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e afirmou que não há justificativa para a operação. Em entrevista à Índia Today, nesta sexta-feira 20, Lula defendeu que o julgamento de Maduro, se cabível, ocorra na Venezuela e não no exterior.
A fala acontece durante a visita oficial do presidente brasileiro à Índia, onde celebra acordos bilaterais. A entrevista também comentou a continuidade da repercussão da operação, que ocorreu no início de janeiro e levou Maduro a ser retirado da Venezuela.
Apesar das críticas de Lula, a então presidente interina venezuelana Delci Rodríguez firmou acordos com o governo dos Estados Unidos, incluindo a exploração de petróleo por empresas americanas e a libertação de presos políticos. A postura brasileira tem sido de defesa da soberania e de não intervenção.
Lula sustenta que a ação representa desrespeito à integridade territorial venezuelana e cria precedente para o direito internacional. O governo brasileiro vem adotando uma linha crítica à atuação dos EUA, enfatizando a necessidade de respeito à democracia na região.
O episódio também reacende o debate interno no Brasil sobre o posicionamento diante do regime chavista e de tensões geopolíticas na América Latina. A captura de Maduro reacende discussões sobre a jurisdição extraterritorial e o papel de potências na região.
Desdobramentos internacionais
A operação intensifica a discussão sobre limites da atuação externa de grandes potências e o papel da América do Sul como zona de paz, tema conhecido de Lula. O governo brasileiro mantém o tom de neutralidade e busca enfatizar o respeito às soberanias nacionais.
Repercussões brasileiras
Analistas ponderam impactos de longo prazo para a diplomacia sul-americana e para a imagem do Brasil no cenário internacional. Parlamentares de oposição questionam mudanças de posição do governo diante do episódio.
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