- Lula afirmou, durante agenda na Índia, que a ONU precisa ser mais representativa e que o Conselho de Segurança deve ser ampliado, com Índia e Brasil como membros permanentes.
- Modi e Lula defenderam reformas nas instituições internacionais e o diálogo como caminho para enfrentar desafios globais, incluindo terrorismo.
- Os líderes assinaram memorandos nas áreas de pesquisa, saúde, empreendedorismo e minerais críticos, incluindo um acordo sobre minerais críticos e terras raras.
- Em saúde, os memorandos preveem pesquisa e produção local de insumos estratégicos, como vacina para tuberculose e medicamentos oncológicos imunossupressores, além de cooperação em hospitais inteligentes.
- O comércio entre Brasil e Índia superou US$ 15 bilhões em 2025, com meta de US$ 20 bilhões até 2030 e possibilidade de ampliar para até US$ 30 bilhões.
Lula pediu que a ONU seja mais representativa durante encontro com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na região da capital indiana. A declaração foi feita na madrugada de hoje, em Nova Délhi, em coletiva à imprensa. O presidente brasileiro afirmou que o Conselho de Segurança precisa de ampliação para incluir mais países permanentes e não permanentes, mantendo Brasil e Índia entre os atores destacados.
Ele destacou que a ONU deve ter capacidade de intervenção efetiva para enfrentar conflitos atuais. A fala de Lula ocorreu após uma reunião com Modi, na qual o chefe do Executivo brasileiro reforçou o compromisso com a paz e com uma América do Sul mantida como região de convivência pacífica. O presidente também ressaltou a importância de combater fome, pobreza e a proteção do meio ambiente.
Modi, por sua vez, defendeu reformas nas instituições internacionais e destacou a necessidade de diálogo e diplomacia para soluções globais. Os dois líderes concordaram que terrorismo e seus apoiadores devem ser combatidos, além de defenderem mudanças que tornem os mecanismos internacionais mais funcionais para os desafios do momento.
Assinatura de acordos
Durante o encontro em Nova Délhi, Lula e Modi assinaram memorandos de entendimento nas áreas de pesquisa, saúde, empreendedorismo e minerais críticos. O acordo sobre minerais críticos foi apresentado como passo para fortalecer cadeias de suprimento resilientes.
Os chefes de governo também ressaltaram avanços tecnológicos, com foco em tecnologia da informação, inteligência artificial e biotecnologia, e na cooperação em energias renováveis. O compromisso inclui ampliar investimentos e parcerias para desenvolver minerais críticos e promover desenvolvimento inclusivo por meio da tecnologia.
Na área de saúde, os memorandos tratam de pesquisa e produção local de insumos estratégicos, como vacinas para tuberculose, além de medicamentos oncológicos imunossupressores e remédios para doenças negligenciadas e raras. Também há cooperação para hospitais inteligentes.
Além disso, Brasil e Índia sinalizaram a continuidade das trocas comerciais, que já passaram de US$ 15 bilhões em 2025, segundo autoridades. A meta conjunta é chegar a US$ 20 bilhões em 2030, com revisões para potencializar o intercâmbio se depender da agenda empresarial brasileira. Modi destacou que o ritmo atual pode levar a ampliar esse teto para US$ 30 bilhões até 2030, dependendo do desempenho dos setores envolvidos.
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